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Resenha | Half Bad - Sally Green

terça-feira, 30 de junho de 2015
Nathan é filho de uma bruxa da Luz com o mais poderoso e cruel bruxo das Sombras. O adolescente vive com a avó e os meio-irmãos e é visto como uma aberração por todos. O Conselho dos Bruxos da Luz vê nele uma ameaça, que precisa ser domada ou exterminada. Prestes a completar dezessete anos – época em que todos os brux passam por uma cerimônia em que seu dom é finalmente revelado, assim como sua denominação como bruxo da Luz ou das Sombras –, Nathan precisará correr contra o tempo para achar o pai, que jamais teve oportunidade de conhecer, e salvar a própria pele.

Ser considerado um meio código, um tipo raro de brux, é uma maldição na vida de Nathan Byrn. Um fardo que precisa ser encarado de forma solitária, pois ele é o único adolescente classificado de tal forma. Sua meia irmã mais velha, Jessica, faz questão de lembrá-lo que seu lugar não é ao lado dos outros Bruxos da Luz, pois seu pai, Marcus Edge, é o maior Bruxo das Sombras da atualidade; constantemente Nathan enfrenta a dura realidade de não ser bem-vindo em sua própria casa, e talvez essa seja sua verdadeira maldição.

Desde a infância Nathan tinha plena consciência de que nunca poderia seu como aqueles ao ser redor e precisava lidar com isso. Mas sempre houve a esperança, embalada pelas doces palavras de sua avó e seus irmãos, Arran e Deborah, de que talvez, apenas talvez, não importasse que fosse diferente. Ele estava errado. Sua metade das Sombras sempre pareceu importar mais que a metade da Luz.

O primeiro livro, do que virá a ser uma trilogia, vai abordar a construção dos personagens, especialmente o amadurecimento de Nathan, abordando as fortes situações em que o protagonista sofre de maneira bem vívida, nos levando a compreender o porque de algumas de suas ações. A autora captou satisfatoriamente esse aspecto, porém pecou no desenvolvimento do mundo mágico dos Bruxos da Luz e Bruxos das Sombras.

Sua narrativa é, primordialmente, intrigante, fazendo com que o leitor sinta-se na pele do personagem principal em alguns momentos chave. Mas falta aquele sinônimo de magia ao decorrer das páginas, dificultando nossa própria visão a respeito daquele universo, onde tudo o que sabemos, a respeito das questões mágicas, é que existe um Conselho, designado a manter a ordem, e que pessoas comuns, sem dons, são chamadas de félixes. Definitivamente faltou um aprofundamento maior nessa questão.


Apesar da trama desenvolvida em um ritmo lento e do universo pouco explorado, Half Bad consegue prender o leitor com capítulos curtos e narrativa simples. É preciso deixar Harry Potter de lado, diminuir as expectativas e esperar um bom trabalho por parte de Sally Green - nada excepcional, mas que deixa aquela ansiedade por uma continuação.

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