segunda-feira, 29 de junho de 2015

Resenha | Trono de Vidro - Sarah J. Maas

Depois de cumprir um ano de trabalhos forçados nas minas de sal de Endovier por seus crimes, Celaena Sardothien, 18 anos, é arrastada diante do príncipe. Príncipe Dorian lhe oferece a liberdade sob uma condição: ela deve atuar como seu campeão em um concurso para encontrar o novo assassino real. Seus adversários são ladrões e assassinos, guerreiros de todo o império, cada um patrocinado por um membro do conselho do rei. Se ela vencer a todos em uma série de etapas eliminatórias, servirá no reino durante quatro anos e em seguida terá sua liberdade concedida.

"(...) Bibliotecas estavam cheias de ideias. Talvez as mais perigosas e poderosas armas." 

Quanto mais leio fantasia/aventura, mais tenho certeza de que esse é meu gênero literário favorito. Talvez sejam os cenários fantásticos que acabam me conquistando; tão perto e ao mesmo tempo tão distantes de nossa realidade. Logo, haviam certas expectativas a cerca de Trono de Vidro. E posso dizer que a maioria foi correspondida. 

Para quem não sabe, a história de Celaena Sardothien era, originalmente, uma fanfic e creio que, por Sarah J, Maas já ter estabelecido um contato com o público, sua escrita se torna mais fácil e se aproxima mais do mesmo. Não encontramos floreios desnecessários, apenas páginas muito bem estruturadas que prendem cada vez mais a atenção do leitor - os capítulos voavam, as horas passavam e eu nem notava. 

O mundo criado por Maas é envolvente e apresenta uma perfeita união entre o fantástico e o real. E é composto por personagens que também possuem tal aspecto. Celaena Sardothien é cheia de vida e não tem medo de enfrentar qualquer situação. Mas sua bravura é balanceada com sua solidão, proveniente da morte dos pais e de uma infância roubada. 

Dorian Havilliard é o protagonista masculino dos sonhos: charmoso, inteligente, sarcástico e romântico. Suas características são todas exploradas na dose certa. Apenas gostaria que ele apresentasse um pouco da coragem de Celaena. E não podemos esquecer de Chaol Westfall, o igualmente charmoso e nobre capitão da Guarda Real. Ambos desenvolvem ótimos relacionamentos com Celaena e mal posso esperar para ver mais de ambos futuramente. (Conseguem sentir o cheiro de triângulo amoroso?)

"- Todos carregamos cicatrizes, Dorian. As minhas são apenas mais visíveis que as da maioria." 

Além da trama principal, o concurso que estabelecerá o novo campeão do rei, há uma trama secundária, cheia de enigmas, segredos e magia. Acredito que nos próximos livros veremos mais de Nehemia, a princesa de Eyllwe, e, junto dela, encontraremos mais explicações que nos dirão qual é o verdadeiro propósito de Celaena Sardothien em Adarlan.


Admito que no início foi uma leitura relativamente lenta, mas acabei conhecendo melhor os personagens e me envolvendo completamente. Meu lado fangirl prevaleceu durante a maior parte do tempo e, para mim, isso significa que a trama realmente me cativou. Crown of Midnight, aí vou eu!

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