quarta-feira, 22 de julho de 2015

Resenha | Dias de Sangue e Estrelas - Laini Taylor

Karou, uma estudante de artes plásticas e aprendiz de um monstro, por fim encontrou as respostas que sempre buscou. Agora ela sabe quem é - e o que é. Mas, com isso, também descobriu algo que, se fosse possível, ela faria de tudo para mudar: tempos atrás Karou se apaixonou pelo inimigo, que a traiu, e por sua culpa o mundo inteiro foi punido. Na deslumbrante sequência de Feita de fumaça e osso, ela terá que decidir até onde está disposta a ir para vingar seu povo. Dias de sangue e estrelas mostra Karou e Akiva em lados opostos de uma guerra ancestral. Enquanto os quimeras, com a ajuda da garota de cabelo azul, criam um exército de monstros em uma terra distante e desértica, Akiva trava outro tipo de batalha: uma batalha por redenção... por esperança. Mas restará alguma esperança no mundo destruído pelos dois?

Eu poderia começar dizendo que Dias de Sangue e Estrelas apresenta o mesmo charme de Feita de Fumaça e Osso mas, para que você entendesse a comparação, precisaria ter lido o mesmo. Então, caso o primeiro romance de Laini Taylor narrando as aventuras de Karou não tenha feito parte das suas leituras nos últimos anos, aconselho a parar por aqui. Caso contrário, spoilers are coming.

Depois dos acontecimentos na Ponte Carlos, que relevaram a existência dos serafins, a humanidade busca entender o que realmente aconteceu e Praga se tornou o ponto turístico do momento - graças a menina de cabelos azuis que pode voar. Karou sumiu, Akiva está ocupado com os planejamentos da guerra (que parece não ter acabado) e Zuzana está sem respostas para suas intermináveis perguntas.

Devido ao sumiço iminente de Karou, os primeiros capítulos contêm e-mails escritos por Zuzana, endereçados a amiga. Aqui começa o humor; com suas tiradas rápidas, carisma e exageros sobre "ter sido abandonada". Akiva traz uma parte mais séria a narrativa pois, apesar de não saber onde está Karou, ele precisa encontrar uma maneira de lidar com a guerra entre as duas raças, ou seja, terminá-la. São extremos interessantes de realidades, até o momento em que Karou entra em cena.

Nossa protagonista está mais envolvida no mundo quimera, agora que suas lembranças como Madrigal voltaram, e isso ajuda bastante o desenvolvimento da trama; agora ela não está no escuro, apenas fazendo serviços por não conhecer outra realidade. Não, agora Karou sabe bem o que está realizando e o porquê. E, graças a isso, novos personagens aparecerem, apresentando essa realidade ao leitor - não somente sobre os quimeras.


Laini Taylor soube trabalhar muito bem as questões envolvendo a guerra, as culturas diferentes, o medo, o amor (mas não espere muito romance), a amizade, etc. Sua narrativa é incrível, mas o que deixa a desejar são as atitudes de Karou, que não cresce até os 45 do segundo tempo. A propósito, todo o final é impressionante. Porém não pude deixar de sentir que faltou alguma coisa ali no meio para tornar a leitura consistente do início ao fim.










Um comentário:

  1. Oi, Fernanda
    Concordo com tudo que você disse. Eu tinha muitas expectativas para essa livro, já que havia amado o primeiro, e esperava mais da Karou e do Akiva, não teve, mas isso só me fez gostar ainda mais, acho que combinou melhor com a identidade do livro. Sobre a Karou, eu adorava a personalidade dela no primeiro livro, era um dos pontos fortes dele, e nesse, em vez de crescer e aparecer mais depois de ter descoberto tudo, ela ficou cheia nhe nhe nhe, ainda bem que aos 45 do segundo tempo (como você disse) ela tomou jeito, voltou a ser a Karou!
    Beijos.

    Diário de uma Bloggeira | Facebook

    ResponderExcluir