quinta-feira, 2 de julho de 2015

Resenha | Os Videntes - Libba Bray

Evie O'Neil foi exilada de sua entediante e pacata cidade natal e enviada para as agitadas ruas de Nova York - ela está maravilhada! Nova York é a cidade do contrabando, das compras e dos monumentais cinemas! Mas quando uma série de assassinatos ligados ao ocultismo começam a acontecer, Evie e seu tio Will, curador do Museu Norte-americano do Folclore, Superstição e Ocultismo, se veem em meio a uma investigação policial. E, além de tudo, Evie tem um segredo: um misterioso dom que pode ajudar a capturar o assassino - isso se ele não a pegar primeiro...


"Teve que mentir sobre seu nome, sua história e sua idade, mas todos faziam isso. Era isso o que ela adorava sobre a cidade - você podia ser quem quisesse ser."
O ano é 1926. Jazz ecoa por todas as ruas de Nova York, embalando festas exageradas em clubes noturnos ilegais onde a bebida é consumida como se não houvesse amanhã. Todos querem dançar conforme a música proibida, quebrar as regras por uma noite. Evie O'Neil deseja desesperadamente se tornar uma dessas pessoas, desfrutar os prazeres da cidade de seus sonhos e viver intensamente. Afinal, os últimos acontecimentos e seu dom misterioso já a tornam uma adolescente intensa. 

Apesar de Evie se mostrar uma personagem extremamente cativante e engraçada, vivemos uma relação de amor e ódio durante todos os capítulos. O motivo? Suas escolhas nem sempre são as melhores e em diversos momentos seu egoísmo fala mais alto. Tive vontade de agarrar seus ombros e dizer: Seja inteligente, Evangeline, sei que você é uma garota esperta. Foi um pouco complicado ser compreensiva em certas ocasiões. 

O mais importante, na minha opinião, é que não vemos tudo através dos olhos de Evie O'Neil. Existem diversos personagens e a maioria ganha, em algum momento, uma parte parte da narrativa. Isso foi simplesmente genial da parte da autora, pois abriu portas para que conhecêssemos cada um de uma maneira íntima e ficássemos intrigados com seus segredos mais obscuros - pois todos têm algo a esconder. 
"(...) Não é esse o jeito do mundo agora? A boa sorte vira azar. O azar vira sorte. É só um grande jogo de dados entre esse mundo e o outro e nós somos os dados sendo atirados."
A quantidade de pesquisa, não somente histórica, mas também religiosa, indo das religiões mais comuns até o ocultismo, que Libba Bray se mostrou disposta a fazer para escrever esse livro me deixou de queixo caído. Sua escrita maravilhosa, onde até mesmo diversos parágrafos sobre o vento se mostram magníficos, já haviam me encantando. Mas depois de ler o relato da própria autora, mostrando o quando se dedicou ao seu trabalho, adquiri uma certa admiração e respeito por ela.


Os Videntes se tornou um dos meus livros favoritos, mas não posso dar uma classificação máxima quando a edição é um horror. No início são pequenos erros, completamente passáveis. Porém, quanto mais nos aproximamos do fim, mais erros aparecem. A Edira iD precisa corrigir isso imediatamente. Tirando esse inconveniente, Os Videntes foi o melhor livro do ano e eu recomento muito!

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