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Resenha | O Nome do Vento - Patrick Rothfuss

sábado, 1 de agosto de 2015
Ninguém sabe ao certo quem é o herói ou o vilão desse fascinante universo criado por Patrick Rothfuss. Na realidade, essas duas figuras se concentram em Kote, um homem enigmático que se esconde sob a identidade de proprietário da hospedaria Marco do Percurso. Da infância numa trupe de artistas itinerantes, passando pelos anos vividos numa cidade hostil e pelo esforço para ingressar na escola de magia, "O Nome do Vento" acompanha a trajetória de Kote e as duas forças que movem sua vida: o desejo de aprender o mistério por trás da arte de nomear as coisas e a necessidade de reunir informações sobre o Chandriano - os lendários demônios que assassinaram sua família no passado. Quando esses seres do mal reaparecem na cidade, um cronista suspeita de que o misterioso Kote seja o personagem principal de diversas histórias que rondam a região e decide aproximar-se dele para descobrir a verdade. Pouco a pouco, a história de Kote vai sendo revelada, assim como sua multifacetada personalidade - notório mago, esmerado ladrão, amante viril, herói salvador, músico magistral, assassino infame.

Há três anos a pessoa que vos fala lia o incrível livro de Patrick Rothfuss pela primeira vez e, desde então, vem tentando encontrar palavras para falar a respeito dessa obra que mudou sua perspectiva em relação aos gêneros literários que admira. O Nome do Vento passou a ser, sem dúvida, uma recomendação imediata e, agora, pretendo explicar como isso aconteceu. 

Toda história apresenta um herói, uma lenda, um homem que possui os mais diversos feitos e conquistas em sua bagagem, aquele que irá inspirar baladas e contos - esse homem é Kvothe. Entretanto, não o vemos de longe, através da imaginação de um poeta ou trovador. Não, aqui é o próprio quem contará ao leitor tudo o que ocorreu em sua vida, sem exageros, apenas a verdade, desconstruindo todos os mitos a seu respeito. 

Ouso dizer que há uma honestidade na forma escolhida por Rothfuss para narrar seu livro que, graciosamente, torna-se uma autobiografia ao nos depararmos com a narrativa fluída de Kote. Ambos, Rothfuss e Kvothe, ou melhor dizendo, Kote, conseguem se aproximar do leitor e fazer com que os detalhes sejam nitidamente vistos através de páginas que transbordam sinceridade. 

[...] pela primeira vez me senti realmente uma espécie de herói. Se você está procurando uma razão para eu ser o homem em quem viria a me transformar, se está em busca de um começo, procure aí.

Graças ao relato de Kote, vemos o que aconteceu em sua vida de forma verídica e, em diversos momentos, ele faz uma pausa - que nos leva de volta ao presente e a terceira pessoa - e procura unir o menino que costumava ser a lenda que viria se tornar. Ou seja, temos um vislumbre de pequenas pistas que nos levarão, ao longo da trilogia, ao nosso verdadeiro protagonista: O Matador do Rei. Afinal, estamos falando de sua Crônica.


Não há como deixar o épico de Patrick Rothfuss passar despercebido após finalizar sua leitura. Toda a construção de personagens e universo é fantástica e palpável. Acreditamos em Kote, apesar de seus deslizes egocêntricos e orgulho impenetrável. Acreditamos na veracidade de sua narrativa e, indubitavelmente, desejamos desvendar os mistérios que o cercam.








Um comentário on "Resenha | O Nome do Vento - Patrick Rothfuss "
  1. Olá!
    Tenho esse livro há muuuuito tempo, mas minha preguiça de pegá-lo é enorme, acredita ?!
    Adorei a resenha, tantos olhares positivos estão me ajudando a tomar coragem para começar logo!
    BeiJU!

    Paixão de Leitora | Fanpage

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