sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Resenha | Eu, Você e a Garota que Vai Morrer - Jesse Andrews

Eu, você e a garota que vai morrer é uma mistura perfeita entre drama e humor e um retrato preciso da adolescência em face do amadurecimento. Na trama, Greg tem apenas um amigo, Earl, com quem passa o tempo livre jogando videogame e (re)criando versões bastante pessoais de clássicos do cinema, até a sua mãe decidir que ele deve se aproximar de Raquel, colega de turma que sofre de leucemia. Contrariando todas as expectativas, os três se tornam amigos e vivem experiências ao mesmo tempo tocantes e hilárias, narradas com incrível talento e sensibilidade. Crossover com enorme potencial no segmento young adult, o romance é perfeito para fãs de livros e filmes como A culpa é das estrelas e As vantagens de ser invisível.

Você pode pegar praticamente qualquer frase deste livro e, se ler vezes suficientes, provavelmente vai terminar praticando um homicídio.

Apesar de todas as inúmeras tentativas de escrever uma resenha sincera acerca desse livro, nenhuma se mostrou frutífera o bastante. Em parte, isso se deve ao fato de que ainda não sei muito bem o que aconteceu enquanto avançava ao longo das 287 páginas escritas por Jesse Andrews, ou melhor, Greg Gaines. 

Gregory Gaines é o autor do livro, caso não tenha ficado claro. Ele também é um aspirante a cineasta que faz filmes com seu melhor amigo, Earl Jackson, um estudante baixinho extremamente revoltado com a vida. Greg é nosso protagonista. Greg conversa conosco. E, honestamente, não gostamos de Greg durante a maior parte do tempo. 

Veja bem, esse jovem recebe a grande tarefa, imposta por sua mãe, de aproximar-se de Rachel Kushner, uma colega de classe que acaba de ser diagnosticada com leucemia. E é de se esperar que Greg veja que a situação está bem ruim para Rachel, mas ele faz o oposto: subitamente, tudo é sobre ele. Isso é algo que acaba irritando o leitor, entretanto, com o desenrolar da história, entendemos o que está se passando pela mente de Greg. Ou ao menos tentamos entender. 

Há todas essas coisas incríveis sobre as quais conversar quando você é amigo de alguém, mas não quando você está apenas tentando ter uma conversa agradável. E, por alguma razão, eu nunca chego ao estágio da amizade.

Por nunca ter feito amizades verdadeiras - por motivos um pouco questionáveis, até - Greg não se permite, num primeiro momento, ser amigo de Rachel. O que transparece no fato de que a todo instante ele tenta diminuir seu papel na vida dessa garota que está, literalmente, com os dias contados. Quando finalmente compreende que Rachel é sua amiga, pode-se dizer que é tarde demais. 

Jesse Andrews criou todos esses personagens de extrema simplicidade e escreveu sobre eles através da visão deles (o que é bem insano). Deu certo? Claro! É possível encontrar trechos que levam a reflexão e capítulos inteiros que irão provocar risadas, o que é fantástico, pois mostra a despretensão do autor; ele apenas escreveu um livro que no final funcionou muito bem. 



Todavia, não é uma obra que vai funcionar para todos. A personalidade de Earl pode incomodar, os dramas de Greg podem irritar e a fraqueza de Rachel pode desanimar. Por isso é preciso ler com a mente aberta, ler sem esperar grandes ensinamentos ou reviravoltas significativas. É um bom livro sobre amizade e câncer, mas não é A Culpa é das Estrelas, então não espere por isso.


Um comentário:

  1. Olá Fernanda
    Que blog mais lindinho e organizado
    da pra ver que você faz tudo com todo carinho para leitor, isso ótimo *-*
    Eu Já outras resenhas desse livro, mas a premissa dela não me conquistou!
    realmente não me cativou a ponto de ler o livro.
    mas sua resenha esta bem explicadinha, gostei ^-^
    mesmo com alguns pontos negativos, você ter gostando da leitura e o que importa afinal HAHAHA
    Pretendo visitar mais vezes.
    Beijinhos
    resenhaatual.blogspot.com.br

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