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Resenha | Star Wars: Herdeiro do Império - Timothy Zahn

quarta-feira, 25 de novembro de 2015
O Primeiro Volume Da Consagrada Trilogia Thrawn - Luke, Han e Leia enfrentam uma nova ameaça. Cinco anos após a destruição da Estrela da Morte, a ainda frágil República luta para restabelecer o controle político e curar as feridas deixadas pela guerra que assolou a galáxia. O Império, porém, parece não ter morrido com Darth Vader e o imperador. Habitando os confins da galáxia, o grão-almirante Thrawn, gênio militar por trás de diversas ações imperiais, ainda luta para reconquistar o poder perdido. A bordo do destroier estelar Quimera, ele descobre segredos que lhe darão a chance de destruir definitivamente o que restou da Aliança Rebelde, para assim retomar o domínio da galáxia e controlar os últimos dos Jedis. Herdeiro do Império é considerado um dos mais importantes marcos do universo expandido de STAR WARS. Desde seu lançamento, tem sido aceito pelos fãs da franquia como a verdadeira continuação da trilogia original. Além disso, a obra foi usada como base criativa para vários outros produtos da série, incluindo elementos de jogos, filmes e animações.

Comecei a prestar atenção no universo de Star Wars por insistência de uma pessoa em especial, mas tentar gostar de algo para agradar alguém vai até certo ponto que, depois de atingido, leva apenas a duas direções: gostar de verdade ou simplesmente perder um interesse que nunca realmente esteva lá. Felizmente meu caso com Star Wars se encaixa na primeira opção. 

Em “Herdeiro do Império” - primeiro volume da “Trilogia de Thrawn” - nos encontramos com Luke, Leia e Han cinco anos após a grande batalha de Endor, junto com personagens já conhecidos como R2-D2, C-3PO, Chewbacca e Lando Calrissian. Novos aliados, inimigos e personagens de lealdade volúvel são acrescentados para a construção da nova trama que ocorreu há muito tempo, numa galáxia muito, muito distante.

Antes de começar a ler, me disseram que o livro era muito maçante e que existem outros livros do universo expandido que são mais interessantes. Eu discordo disso. Para quem espera ação intensa a cada virar de página talvez esse comentário faça sentido, porém a minha opinião é de que a leitura flui muito bem (eu inclusive li as 472 páginas em apenas uma tarde quase sem perceber). 

O enredo em si é algo que eu já esperava acontecer após a queda do Império. A Nova República ainda está em processo de consolidação, enfrentando além dos problemas políticos naturais desse tipo de processo, a resistência do que restou do Império. O grão-almirante Thrawn parece tomar como missão pessoal restabelecer o poder perdido para a Aliança Rebelde, utilizando sua inteligência e temperamento frio e calculista para alcançar esse objetivo, além de um ou outro truque que tem escondido na manga que podem ajudá-lo a derrubar a Nova República antes mesmo de se estabelecer completamente. 

Nossos protagonistas que já tinham coisas o suficiente com o que se preocupar (como o treinamento Jedi que Leia recebe de Luke, intrigas políticas e bebês Solo a caminho) precisam enfrentar grandes atentados dirigidos a Luke e Leia, sem que ninguém consiga entender exatamente a causa desses ataques que, apesar da violência, não tem força letal. Outro detalhe igualmente intrigante para o já tão conhecido trio.

As aventuras vividas tanto em grupo quanto com os personagens separados são dinâmicas e cativantes. Algumas revelações são chocantes enquanto outras creio que qualquer um que esteve prestando atenção aos filmes já esperava. De modo geral, o livro vale a pena ser lido e é considerado um ótimo ponto de partida para jovens (ou não tão jovens assim) padawans que iniciam suas jornadas no caminho do universo expandido de Star Wars.


Dou quatro estrelas porque o enredo é bom, a história é cativante e quando virei a última página e percebi que não tinha outro capítulo me esperando atrás da representação do céu negro pontilhado de estrelas (muito boa a estética do livro também, ponto pra quem teve essa ideia) fiquei decepcionada porque o próximo livro só será entregue na próxima semana, e até lá a ansiedade e curiosidade irão me corroer. Apesar de todos esses pontos positivos, percebi algo que me incomodou um pouco: é tudo um tanto previsível. Depois da adrenalina e incerteza de “As Crônicas de Gelo e Fogo”, previsibilidade passa a ser um problema muito maior do que era antes. Existem reviravoltas? Sim. Acontecem coisas que você nem sonharia? Sim também. Mas você sempre sabe que vai dar tudo certo, alguém sempre vai ter uma ideia brilhante na última hora e salvar o que dois segundos antes parecia completamente perdido. E os locais comuns dão o ar de sua graça várias vezes. A essa altura, com uma literatura tão vasta quanto a que temos hoje em dia é realmente uma proeza não cair neles, mas existem coisas que já foram muito repetidas, como o truque de causar uma reação alérgica na pele do rosto como disfarce improvisado. Ler esse tipo de coisa não dá nem mais uma sensação de déjà-vu, é sensação de repetição mesmo, dá para lembrar sem esforço ao menos meia dúzia de vezes que isso já foi utilizado em obras bastante conhecidas. 

Apesar dos pequenos detalhes que me incomodaram, eu gostei bastante do livro e não vejo a hora dos outros dois chegarem, afinal perguntas precisam ser respondidas e grandes segredos precisam ser revelados. Timothy Zahn fez um bom trabalho aqui, e quero ver a que outros lugares da galáxia serei levada antes que essa nova ameaça seja derrotada e a paz finalmente conquistada e consolidada.


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