domingo, 15 de novembro de 2015

Review | Ligados Pelo Amor


Três anos depois de seu divórcio, o romancista experiente Bill Borgens (Greg Kinnear) não consegue esquecer o passado e espiona sua ex-mulher, Erica (Jennifer Connelly), que trocou o marido por outro homem. Mesmo que sua vizinha e amiga colorida, Tricia (Kristen Bell) tente trazê-lo de volta à ativa, ele permanece cego aos encantos de qualquer um. Enquanto isso, sua filha independente Samantha (Lily Collins) está publicando seu primeiro romance e evitando seu primeiro amor com um romântico incurável (Logan Lerman); e seu filho adolescente, Rusty (Nat Wolff) está tentando encontrar sua voz, tanto como escritor de fantasia quanto como inesperado namorado de uma garota ideal que tem problemas perturbadores e reais. Cada uma dessas situações cresce e elas se transformam em um trio de crises românticas, o que leva os Borgens a surpreendentes revelações sobre como finais viram começos.


Preciso confessar que filmes que envolvem escritores lutando contra o doloroso processo criativo de escrita juntamente com suas dificuldades familiares e obstáculos diários acabam por ser aqueles que me atraem; talvez por me imaginar facilmente em algo similar. Pois bem. Ligados Pelo Amor é justamente esse tipo de produção em que um escritor bem sucedido precisa lidar com as reviravoltas de suas própria história. 

A proposta não é original. Ponto. O filme irá abordar a boa e velha fórmula do mito americano envolvendo o divórcio de um casal que representava a definição de "família feliz". Hollywood está cheia de produções que seguem esse viés, o que acaba por tornar o tema maçante. Uma vez ou outra, algum roteirista consegue torná-lo original. Infelizmente, não foi esse o caso. 


Em Ligados Pelo Amor vemos um homem que continua insistindo em manter um relacionamento com sua ex mulher, apesar da mesma não estar disposta a reacender essa chama. "Os fins justificam os meios", é o que dizem por aí, e talvez todo o desenvolvimento da trama tenha sido pautado em tal afirmação. Exceto que, por mais que tivesse um bom motivo para insistir na relação e justificar tudo o que havia feito/acontecido, o fim não é justificável, pois sentimos que falta alguma coisa. 

Apesar de possuir um elenco de peso que faz um bom trabalho em cena, o filme deixa a desejar por parecer ter sido cortado no meio - justamente na melhor parte nos deparamos com os créditos finais. Sim, isso acontece muito e acaba sendo uma ótima tática quando bem feita. Aqui temos um final mais que em aberto, pois falta algo a ser dito, algo a ser reafirmado. 


Lily Collins, Logan Lerman, Jennifer Connelly, Nat Wolff e Greg Kinnear fazem com que seus personagens funcionem muito bem, apesar dos mesmos serem consideravelmente falhos e clichês. Liana Liberato faz uma espécie de participação especial que consegue roubar a atenção do espectador com o menor esforço, assim como Kristen Bell.

Em conclusão, deixo claro que não é uma produção para ser analisada com um olhar crítico, uma vez que suas falhas são facilmente detectáveis. Todavia é, de fato, um período de tempo proveitoso em frente a tela. Menção honrosa para a trilha sonora, que é extremamente cativante, segue perfeitamente a história e fica na sua cabeça por horas e horas.

Um comentário:

  1. Eu gostei do filme, fui assisti-lo por curtir muito a Lily Collins.
    O final realmente poderia ter sido mais impactante, pra mim pareceu que o filme foi 'morno" do inicio ao fim, sabe? Sem clímax.
    Beijinhos,
    Alice
    www.wonderbooksdaalice.com

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