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Resenha | Cidade dos Ossos - Cassanda Clare

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015


O primeiro "encontro" de Clary e Jace não poderia ter sido... pior. Ela presencia um crime cometido por Jace e outros adolescentes tatuados e equipados com chicotes brilhantes e armas pra lá de esquisitas. Ele, um Nephilim - filho de anjos com humanos - que tem como missão caçar demônios; ela, uma mundana que não se sabe por que tem o dom da Visão... Mas as diferenças entre os dois não impedem que em 24 horas Clary se veja envolvida pelo mundo de Jace e dos Caçadores das Sombras; a mãe dela desaparece e a própria Clary é atacada por um demônio. Aparentemente, ela não tem a quem recorrer além de Jace. Mas por que um demônio estaria interessado em uma mundana como Clary? E como de uma para outra hora ela tem o dom da Visão e percebe o Mundo das Sombras? Todos, inclusive Clary, querem saber...

É de conhecimento geral dos seriadores de plantão que a saga Instrumentos  Mortais virou série e dado que sua primeira temporada estréia dia 12 de Janeiro, resolvi que teria que reler pelo menos o primeiro livro antes disso. E foi isso que eu fiz. Durante a minha releitura de Cidade dos Ossos eu percebi que quase 3 anos depois da primeira leitura, eu não lembrava de absolutamente nada.

Descobri que o primeiro livro é muito mais explicação do que eu achei que fosse e quase nada de super importante acontece em comparação ao resto da saga. Cidade dos Ossos é, como muitos primeiros livros de uma saga grande, uma apresentação ao universo; um meio de nos acostumar e preparar para o que vem pela frente.

- É uma garota. - disse Jace, recuperando a compostura. - Você certamente já viu garotas antes, Alec. Sua irmã Isabelle é uma. - Ele deu um passo em direção a Clary, cerrando os olhos como se não conseguisse acreditar muito bem no que estava vendo. - Uma garota mundana. - disse ele, um pouco para si mesmo. - E ela consegue nos ver.

O meu conselho pra quem nunca leu os livros de Instrumentos Mortais e quer ler para não ficar completamente perdidos na série - o que por algumas entrevistas, pude perceber que talvez não vá acontecer - é não desista no meio do caminho porque “o livro está chato” ou “está muito parado”. As informações dadas durante esse livro são muito importantes pro resto da saga. Essa é a base de todos os acontecimentos. Então, sim, ele é meio paradão, mas é um paradão que vale a pena no final e é necessário para nos introduzir nesse mundo novo.



Eu dei quatro estrelas porque, como eu disse, é um livro bem parado, mas ele estabelece o padrão para o resto e é um livro muito bem escrito e bem envolvente. Só espero que dessa vez a adaptação seja feita corretamente e que seja uma experiência tão divertida para os fãs - antigos e novos - quando pareceu ser para os atores.


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