sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Resenha | As vidas de Christopher Chant - Diana Wynne Jones


Este é o segundo livro da série "Os Mundos de Crestomanci". A ação se passa 25 anos antes, mostrando as origens da magia na vida do personagem principal. Mais uma vez a imaginação rola solta, em um livro que tem o poder mágico de - em mãos de crianças ou adultos - não ser largado até que se chegue ao seu final.


Quando eu era uma criança, os livros eram meus melhores amigos. Livros de fantasia eram meus preferidos, e os que envolviam magia sempre ficaram no topo da lista. Todos nós conhecemos a história de um certo bruxinho com uma certa cicatriz, e essa tornou-se a maior representação de bruxos, magias e castelos encantados conhecida hoje em dia. Foi realmente incrível crescer com o trio de ouro de Hogwarts, mas acho que a série acabou por eclipsar outros bruxinhos e bruxinhas na literatura. Hoje gostaria de falar sobre um livro maravilhoso de minha infância, redescoberto em meio ao encaixotamento dos meus tesouros para minha mudança. Gostaria de falar sobre As Vidas de Christopher Chant, o primeiro bruxo da minha vida (sim, antes mesmo de Harry Potter).

As Vidas de Christopher Chant faz parte de uma série de livros chamada Os Mundos de Crestomanci, escrita por Diana Wynne Jones. Nele acompanhamos as aventuras incríveis de Christopher Chant, filho de dois poderosíssimos praticantes de magia, desde sua infância em casa até sua educação em um internato e a descoberta de que possui nove vidas (o que implica ser o futuro Crestomanci).

Como todas as crianças, o objetivo de Christopher é divertir-se e brincar com os amigos – seja jogando críquete com os colegas do internato ou brincando com a encarnação de uma deusa em um dos mundos que visita à noite através de magia. Porém acontecimentos obscuros entram em seu caminho, e as responsabilidades que vem junto com a posição de futuro Crestomanci tornam sua vida mais séria do que desejava.

Descobrir como ele lidará com os obstáculos e desafios em seu caminho é uma experiência maravilhosa. Quando criança, eu via como as soluções eram engenhosas e me deliciava com as surpresas escondidas a cada página. Reler o livro cerca de dez anos depois me mostrou que esse é o tipo de história que não tem idade e que na maior parte do tempo, o raciocínio inocente e descomplicado de uma criança pode ser o mais correto.


Dou cinco estrelas, primeiro por motivos sentimentais, por ter me proporcionado o primeiro contato com mundo da magia e por ser um dos primeiros livros “de gente grande” que ganhei; segundo, pela escrita e narrativa muito bem construída e dinâmica, o suficiente para prender a atenção de uma criança e o bastante para interessar aqueles que já deixaram as bonecas e os carrinhos para trás.


Nenhum comentário:

Postar um comentário