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Resenha | Sete Dias em River Falls - Alexis Aubenque

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016
Sarah Kent é uma estudante brilhante e leva uma vida tranquila em meio à elite da universidade de River Falls, uma cidadezinha perto das Rochosas, no estado norte-americano de Washington. Mas tudo muda numa manhã de primavera: Amy Paich e Lucy Barton, as duas melhores amigas de Sarah em sua cidade natal, são encontradas no fundo de um lago, terrivelmente mutiladas. As duas não falavam mais com Sarah, mas tinham mandado um estranho convite para a amiga dois dias antes dessa tragédia.A vida de Sarah se transforma num pesadelo. Seria ela a próxima vítima do assassino? A garota parece esconder um terrível segredo, como se um laço misterioso ainda a ligasse a Amy e Lucy... Mistérios que o xerife Mike Logan tentará resolver, com a ajuda de Jessica Hurley, sua ex-namorada e famosa profiler do FBI. Eles pensam estar na pista certa, mas seu adversário é perverso e os manipula com facilidade...


Amy Paich e Lucy Barton não são boas garotas. Isso não é segredo para nenhum dos habitantes em River Falls. Seus nomes ecoam na boca daqueles que frequentam a Universidade, e também daqueles que há muito não frequentam salas de aula. Apesar de serem populares por todos os motivos errados, as jovens não mereciam o que estava por vir... Seus corpos são encontrados num lago, mutilados da pior forma possível. Cabe a Mike Logan resolver o mistério por trás de suas mortes. 

Após concluir Sobre Meninos e Lobos em meados do ano passado, me vi cada vez mais interessada em romances policiais. Investigações, termos técnicos, suspense e incerteza tornaram-se elementos com os quais queria estabelecer certo contato. Logo, ao ler a sinopse do thriller de estreia do francês Alexis Aubenque na última Bienal do Livro, senti que levá-lo para casa era uma espécie de obrigação, pois uma trama como aquela merecia lugar na minha estante. 

Iniciei a leitura logo depois de finalizar Amém, escrito pelo brasileiro Arthur Chrispin, com a intenção de manter o tema policial ainda fresco. Com grandes expectativas para com o livro que chamou minha atenção em Outubro, mergulhei de cabeça, mas acabei descobrindo que a história não seria tão profunda quanto havia imaginado. 

Aubenque apresenta diversos elementos incríveis, como personagens intrigantes e um motivo plausível para o crime. Todavia, o autor parece não dar muita atenção para estrutura de sua obra; pontos de vista que se misturam, personagens que são esquecidos, diálogos mal pontuados e descrições que não convencem muito. Mais de uma vez tive dificuldade com a narrativa, por achar que X estava narrando quando na verdade tratava-se de Y. 


Investigações criminais precisam mexer com o leitor. Especialmente quando há abuso sexual sendo abordado. Por medo ou não, Aubenque permanece na zona de conforto e não fala do tema, não o torna real a quem lê. O que, ao meu ver, é uma falha. Pois muito mais poderia ter sido aproveitado em relação ao desfecho da história. Quanto ao assassino... Não houve surpresas, já que o autor optou por revelar sua identidade na metade do livro em capítulos aleatórios e desnecessários. Em suma, algumas estreias literárias são melhores que outras. 



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