quinta-feira, 28 de abril de 2016

Review | Rua Cloverfield, 10



Uma jovem (Mary Elizabeth Winstead) sofre um grave acidente de carro e acorda no porão de um desconhecido. O homem (John Goodman) diz ter salvado sua vida de um ataque químico que deixou o mundo inabitável, motivo pelo qual eles devem permanecer protegidos no local. Desconfiada da história, ela tenta descobrir um modo de se libertar — sob o risco de descobrir uma verdade muito mais perigosa do que seguir trancafiada no bunker.

Quando fui ao cinema assistir, não tinha ideia do que esperar. Não li sinopse e apenas assisti a um trailer que nada explicava da trama, então fui completamente no escuro.

Algo que me chamou a atenção logo no começo foi que, apesar de iniciar com aquele enredo já bem batido de “homem esquisito leva moça para um cativeiro e pretende tornar ela sua mulherzinha”, a protagonista não senta e chora de medo como muitas vistas por aí. Não! Ela tem fogo dentro de si e é uma lutadora, pensa em várias maneiras de escapar daquele cativeiro. Este foi o primeiro ponto positivo para o filme.

Com o passar do tempo, várias coisas esquisitas acontecem, coisas as quais não posso falar sem estragar a experiência daqueles que pretendem assistir, porque a graça do filme são as surpresas. O enredo do filme passa por não uma, nem duas, mas quatro grandes viradas, todas elas muito interessantes e bem construídas.

A atmosfera do filme muda constantemente de tensa para pacífica, e então tensa de novo e por aí vai. Isso deixa os nervos de quem assiste à flor da pele, e na minha opinião é o que faz os filmes valerem a pena, esse envolvimento e sensibilidade ao que está acontecendo. Se um filme não te envolve e não te surpreende, não é um bom filme. Por isso considero Rua Cloverfield, 10 um ótimo exemplar.

Apesar do último plot ser um absurdo de bizarro (na minha opinião), a obra no geral é ótima. Sempre que a protagonista tenta escapar do abrigo, suas ideias são completamente possíveis e aceitáveis, sem os exageros ridículos que estamos acostumados a ver por aí, um dos pontos altos do filme, além do melhor de todos: tudo muda completamente de uma hora para a outra, e mais de uma vez. Estou acostumada com os chamados “plot twists” (mudanças drásticas de enredo), mas quatro em um só filme foi muito bom de se ver.

Recomendei o filme a todos os meus amigos e recomendo agora aos leitores do blog. É meio estranho e bizarro, mas é tão estranho e bizarro que se torna muito bom.


Um comentário:

  1. Realmente, estava AMANDO o filme...até as cenas finais e desnecessárias, na minha opinião.
    Mas, valeu a ida ao cinema!
    Beijinhos,
    Alice
    www.wonderbooksdaalice.com

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