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Um Papo Sobre Adaptações

segunda-feira, 9 de maio de 2016


O ano é 2016. Hollywood ainda mantém uma baixa qualidade em suas adaptações. Eis que surge, distante, um pequeno blog chamado Meraki, para que não aguenta não falar mais sobre o assunto. Sim, meus queridos, estou hoje aqui para fazer uma rápida passagem pelos erros e acertos mais comuns em adaptações literárias para cinema e também falar um pouquinho sobre os exemplos de cada uma delas.



Logo de cara, a primeira informação é a mais patética e conhecida de todas. Quando se transforma um livro de mais de 300 paginas em um filme de pouco mais de 2 horas, cenas serão perdidas. Entendo que muitas vezes essas cenas podem ser as preferidas de alguns leitores, mas nem sempre elas são importantes para a história em si. Por exemplo, em Jogos Vorazes eu gosto muito da cena que a Katniss ganha o broche da Madge. No filme essa personagem não existe, mas a Katniss continua recebendo o broche porque essa é a mensagem importante. Essa primeira informação foi bem fácil.

Outro grande problema que os estúdios enfrentam ao fazerem uma adaptação é a escolha de elenco. Quem está acostumado à leitura sabe que não é fácil encontrar um rosto já existente para um personagem, muitas vezes passamos anos sem conseguir um “dream cast” porque ninguém parece perfeito o suficiente um papel. Pra mim, esse personagem sempre foi o Finnick e lembro que quando a escalação para Em Chamas saiu morri um pouquinho por dentro. A solução era esperar o filme e só depois tirar as minhas conclusões e até hoje essa ainda é a melhor surpresa da minha vida. Ver um personagem que ainda não acredito ter um ator que consiga chegar na perfeição com que ele é descrito ser tão bem feito ao ponto de me fazer acreditar ser ali em cena foi uma das melhores sensações.

É obvio que o fandom de Jogos Vorazes foi abençoado por um grupo de roteiristas que leram os livros, entenderam a história e trabalharam em conjunto com a autora para poder entregar os filmes os mais fiéis possíveis. Infelizmente, nem todos os estúdios tem esse mesmo pensamento e muitas vezes fazem umas mudanças que anos após a poeira baixar os fãs ainda se lembram.

Uma mudança que me irritou muito em um filme especifico e que espero que mais nenhum estúdio tente essa ideia, foi quando a Fox resolveu só mudar a idade dos personagens de Percy Jackson e um elenco que deveria der entre 10-12 anos tinha 20-30 anos atuando como 16. A desculpa da equipe foi que para eles era mais fácil visualizar adolescentes lutando com espadas do que crianças, só que ao fazerem essa mudança eles passaram totalmente do ponto que era exatamente crianças lutando como guerreiros contra monstros mitológicos. A liberdade da “ficção” permite que a imaginação vá longe o suficiente para permitir por crianças naquele lugar, sem contar que não seria ilegal pois as armas seriam de mentira.

Ainda existem muitos pontos positivos e negativos em adaptações, questões que valeriam horas de discussão, que talvez rendessem outro post, mas pra essa segunda-feira está mais que o suficiente. Espero que vocês tenham gostado desse post um pouquinho diferente e até semana que vem.


Um comentário on "Um Papo Sobre Adaptações"
  1. Percy Jackson, o primeiro. Vi duas vezes no cinema. Na primeira saí em negação, na segunda vi que era ruim mesmo.

    Pode comentar um dia sobre o fato desnecessário que é todo mundo fazer filme de livro com duas partes só pra arrancar grana de fã, que nessa hora tem menos discernimento que uma ovelha na frente dum penhasco? Só Harry Potter precisava de duas partes, os outros não.

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