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Resenha | 172 Horas na Lua - Johan Harstad

domingo, 24 de julho de 2016
O ano é 2018. Quase cinco décadas desde que o homem pisou na Lua pela primeira vez. Três adolescentes comuns vencem um sorteio mundial promovido pela NASA. Eles vão passar uma semana na base lunar DARLAH 2 - um lugar que, até então, só era conhecido pelos altos funcionários do governo americano. Mia, Midore e Antoine se consideram os jovens mais sortudos do mundo. Mal sabem eles que a NASA tinha motivos para não ter enviado mais ninguém à Lua. Eventos inexplicáveis e experiências fora do comum começam a acontecer... Prepara-se para a contagem regressiva.


Em 172 Horas na Lua descobrimos que as missões espaciais que cativaram uma nação nos anos sessenta já não são consideradas excepcionais, logo, não atraem a população. Isso gera um impasse para a NASA, que precisa conseguir investimentos para uma nova missão espacial. A solução parece simples e também absurda: enviar adolescentes para Lua. 

Através de um sorteio realizado a nível mundial são selecionados três adolescentes: Mia, Midori e Antoine. É prometido a eles a experiência de suas vidas, ou seja, 172 horas numa verdadeira base lunar, a DARLAH 2. Salvo alguns detalhes e acontecimentos misteriosos, tudo parece caminhar rumo a perfeição após meses de intenso treinamento e aulas com uma equipe qualificada, além da atenção da mídia e investidores - o que poderia dar errado?

Por ser divido em três partes, 172 Horas na Lua tem um início lento, sem muitos acontecimentos impactantes - ao menos a primeira vista. Somos apresentados aos protagonistas e vemos o que acontece na vida de cada um deles, em especial suas motivações para realizar a inscrição no sorteio. Não somente Mia, Midori e Antoine tem destaque no início, mas também personagens cujo conhecimento é essencial para a trama.

- Vamos esperar que a Lua mostre sua face mais hospitaleira.

Quando chegam a Lua (onde se inicia a segunda parte) os adolescentes, bem como os astronautas designados para a missão, percebem que algo está muito errado no Mar da Tranquilidade. Com duas baixas em menos de duas horas de pouso, os tripulantes restantes precisam encontrar formas de sobreviver num ambiente pouco amigável e, com sorte, voltar a Terra. 

A forma como Johan Harstad conduz a narrativa após a chegada da tripulação faz com que seja impossível diminuir a velocidade da leitura. A cada cena envolvendo esses personagens nos sentimos mais impelidos a continuar e mergulhar na trama como se estivéssemos vivenciando-a. Harstad mescla terror, suspense e ficção cientifica de maneira impressionante ao longo de eventos cruciais para a história.


Certamente 172 Horas na Lua não é perfeito. Mia e Midori, por exemplo, são similares a ponto de parecerem variações da mesma pessoa com nacionalidades diferentes. Além disso, não são os protagonistas os mais cativantes e intrigantes da trama, mas sim os personagens secundários. Não, isso não tira a qualidade da obra de Johan Harstad. A propósito, uma salva de palmas para o autor, pois o final de seu livro é um dos mais mind blowing já lidos.

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