sexta-feira, 8 de julho de 2016

Review | One Chicago - Chicago Fire + Chicago P.D.


Chicago Fire nos introduz no cotidiano de bombeiros e paramédicos que trabalham no 51º Batalhão do Corpo de Bombeiros da cidade de Chicago. No Caminhão 81, a liderança fica por conta do tenente Matthew Casey. Já no Esquadrão 3, é o tenente Kelly Severide que chefia. Em meio ao perigo da atividade que exercem, a série retrata tanto o trabalho árduo dos bombeiros, quanto os dramas da vida pessoal de cada personagem. Em Chicago P.D., o Departamento de Polícia de Chicago, o Distrito 21, é composto por dois grupos que atuam no combate ao crime. A Unidade de Inteligência é comandada por Hank Voight, disposto a contornar a lei em busca de justiça e o patrulhamento fica a cargo da sargento Platt e dos policiais que atuam nas ruas. Todos os acontecimentos refletem no drama pessoal dos personagens.
Em uma época não tão distante, acabei adquirindo mais um vício para a minha vida: assistir séries. Este vício começou em 2012, tempo o qual ainda não era atribulada com a vida adulta e universitária. Uma das primeiras séries que comecei a assistir foi Chicago Fire. E já no primeiro episódio, prendeu minha atenção. Não somente por ter homens bonitos colorindo a minha TV, mas também por ser um tema em desuso. Para introduzi-los neste mundo, preciso fazer um apanhado da série – sem spoiler, calma – para vocês compreenderem melhor.


Chicago Fire já começa pegando fogo, devido a morte de Andrew Darden, líder informal da unidade e uma espécie de mediador dos demais líderes. O ocorrido abalou o 51º Batalhão, fazendo surgir desavenças entre os integrantes. A peça chave da série com certeza são seus personagens. Como uma primeira boa temporada, a série apresenta as características de cada personagem e faz com que você o interprete do seu jeito. Como assim? O tenente Kelly Severide por exemplo, nos foi imposto inicialmente como vilão, mas não tinha como não gostar dele, principalmente se você for uma pessoa sarcástica. O tenente Matthew Casey é o “certinho” do grupo, pois preza pela sensatez na maior parte do tempo. Ainda falando de bombeiros, temos os “coadjuvantes” (que aparecem mais conforme a série ganha forma). Christopher Herrmann, é o endividado. Ele tem problemas financeiros por conta de sua grande família, composta por esposa e cinco filhos. Brian “Otis” Zvonecek, é encarregado de trazer humor a série. Joe Cruz, tem um histórico difícil com seu irmão e sempre o tira de encrencas. Mouch, é o veterano e “representante do sindicato” do Corpo de Bombeiros. Peter Mills, é um recruta em treinamento, que cozinha para o batalhão e tem uma história interessante. Para colocar ordem na casa, temos Wallace Boden, o líder do Batalhão. Ele age com firmeza, mas sem deixar de proteger seus pupilos e restabelecer a paz sempre que necessário – e não é pouco -. 

Gabriela Dawson e Leslie Shay, são as duas paramédicas de Chicago Fire. Dawson é impulsiva e objetiva, ama o que faz e de quebra tem um irmão policial – vocês saberão quem -, que ajuda em algumas situações problemáticas do batalhão. Já Shay, é a amiga de todas as horas, principlamente de Severide e Dawson. 

Com o conhecimento de todos os personagens principais, vocês já podem saber do dia a dia confuso dos bombeiros. Não pensem que só verão combate de incêndios ou acidentes, mas sim todo o tipo de casos que possam imaginar. Eles precisam de raciocínio rápido, e muitas vezes – muitas mesmo! - ficam entre a razão e emoção, o que faz a série ser bastante humanizada. A grande sacada da série é misturar ação, drama e a vida pessoal dos personagens e te entregar isso de um modo que ou você surta, ou surta. A primeira temporada termina exatamente como começou, bombástica. As confusões dos personagens nos deixam confusos e esperando ansiosamente por explicações. 

Como a série já está em seu quarto ano de produção, partindo para o quinto, não irei prolongar o sofrimento e darei apenas minha humilde opinião sobre as outras temporadas. A segunda temporada começa esclarecendo alguns pontos soltos deixados pela primeira, trazendo novas confusões para os personagens. O final é eletrizante e desesperador, vale a pena sofrer por ele. A terceira temporada é a de longe a mais sentimental e, ao mesmo tempo, “policial” da série. Devido a sérios spoilers, não posso dizer o motivo, mas o desenvolvimento desta temporada foi um dos melhores desde o início. Entre a terceira e quarta temporada, temos a chegada do primeiro spin-off, Chicago P.D. Parte do elenco já foi apresentado em alguns episódios de Chicago Fire, mas só em 2014 ganharam seu próprio espaço definitivo. Para finalizar, a quarta temporada traz temas mais maduros e pessoais que nunca. E para dar mais vivacidade a série, desde sua terceira temporada, novos personagens são inseridos, e infelizmente, outros vão embora.


Depois de situá-los na série original da franquia One Chicago, posso apresentá-los ao primeiro spin-off. Chicago P.D. já possui três temporadas e o lema é o mesmo da série base: te deixar com os sentimentos à flor da pele. A série policial inicia como se já a assistíssemos há tempos, pois a adrenalina é tão grande, que você não consegue se quer piscar. Visto que os personagens principais do Distrito 21 foram mostrados antes, não houve tanta necessidade de defini-los novamente, entretanto, é importante dizer quem eles são. 

Hank Voight é o chefe da Unidade de Inteligência, tendo a sombra de “bom policial, mau policial” nas costas mostrado em Chicago Fire. Sem dúvidas ele foi o motivo principal para a série existir. Erin Lindsay é sua protegida, carrega diversos problemas na vida e tenta superá-los. Antonio Dawson é o policial coerente e honesto, e pelo nome, vocês já descobriram que ele é irmão da paramédica Gabby Dawson. Jay Halsted é um jovem policial e fez parte do exército americano. O detetive Alvin Olinsky é o parceiro de longa data de Voight, especialista em disfarces e táticas policiais. Adam Ruzek, o qual conhecemos no primeiro episódio, é tirado por Olinksy da Academia, para serem parceiros em uma missão e se torna fixo na série. Julia Willhite é a companheira de trabalho de Antonio. Sheldon Jin é a parte de TI do grupo. Trudy Platt, é a sargento durona que comanda todo o Distrito. Por fim, temos os oficiais Kim Burgess e Kevin Atwater, que atuam nas ruas combatendo o crime. A primeira temporada é centrada em se aprofundar nos problemas pessoais de cada um, tendo um final que eu particularmente, não esperava. 

Na segunda temporada, o clima já foi um pouco mais tenso do que na anterior. Ela foi recheada de acontecimentos que desestruturaram a Unidade de Inteligência. O passado da Lindsay e novas oportunidades, surpresas na família do Voight, confusão na vida de Jay, romance – tem também! -, acidentes envolvendo alguns personagens e um evento triste, o qual marcou a vida de todos os envolvidos na série. Em sua terceira temporada, conflitos é a palavra de ordem. A equipe inicialmente fica desfalcada, casos relevantes e antigos voltam a ser falados, a vida pessoal da maioria dos personagens está abalada e o passado continua assombrando. Como uma espécie de regra, na segunda e terceira temporada, entram novos personagens e saem alguns “antigos”. 

Como dito anteriormente, Chicago Fire deu origem a dois spin-off's. Um já foi apresentado à vocês, mas e o outro? Chicago Med terá um cantinho só seu numa próxima oportunidade. Voltando à Chicago Fire e P.D., as duas séries são fortes, intensas e muito bem desenvolvidas. O enredo de ambas procura ser o mais minucioso possível, e se você gosta de uma série “real life”, vai se apaixonar por elas, pois o jeito como são trabalhadas te aproxima das histórias e não entrega nada que não será explicado mais pra frente, e a recomendo exatamente por isso.


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