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Valorizando Correntes - Parte II

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Promessa é divida e como dito última postagem de sexta a lista de músicas continua. Aqui está a segunda parte do Valorizando Correntes.




Na verdade a música é de 1983, mas ela foi segurada até um projeto mais adequado. Uma música linda e bem triste, Joel acha que não dão o valor necessário. Atribuem essa música ao término do relacionamento com Elle MacPherson no ano acima. Renato Russo traduziu e gravou essa música.


Outra música de adeus, mas essa bem mais animada. Bad Manners é uma banda de ska que teve seu auge comercial na década de 1980, mas teve seu auge musical com Heavy Petting(1997) e Stupidity (2003). A letra da música é fantástica e a alegria com o fim do relacionamento é contagiante.


Por outro lado, a solidão pode ter um groove diferente. A gaita no começo já denuncia que isso será diferente e ainda assim acolherá tristezas. Ideal pra quem perde o sono e se debate na cama por alguém, algo que acontece. Foi regravada pro Stupidity sendo chamada apenas de Tossin, vale a pena conferir as diferenças de uma versão pra outra. Algo no meio termo dessas duas e que não citarei muito pra não tomar espaço é Memory Train, mesma banda, 1989.


É a melhor versão da música, é uma lição de percussão, é dançante, é instrumental. Tem umas 30 versões diferentes, entre elas Tommy Seebach, The Shadows, Sir Mix-A-Lot e Sugarhill Gang, que talvez vocês lembrem de Um Maluco no Pedaço, quando Will e Carlton dançam na competição.


Algumas coisas são pelo espetáculo. Malcolm McLaren era um campeão do espetáculo e da autopromoção. Além disso, achava bons talentos e sabia trabalha-los. Não era músico, mas sabia produzir como poucos. Após introduzir o rap na Inglaterra e fazer um hit que é sampleado até hoje(Double Dutch), se juntou com a lenda do R&B Bootsy Collins pra misturar música clássica com dance, algo já feito em Fans(1984, ver Madame Butterfly). Pois bem, nesse meio tempo ele abordou e descobriu o vogue, que entrava em ascençao e suas casas em Nova York. Willie Ninja é patriarca do estilo e da dança, ele fez os vocais de rap nessa música que é fantástica e foi feita antes de Vogue, de Madonna. Eu recomendo ver a versão estendida do clipe, é uma das 3 coisas que me impressionaram em matéria de dança em clipes até hoje(as outras são Michael Jackson e MC Hammer).


Outra que é pelo espetáculo. Outras pessoas a gravaram, The Who, Nickelback, Queen, etc. O próprio Elton tem várias versões edificantes que poderiam entrar aqui. A escolhida é Moscou 1979. O contexto é: ele saiu do seu ano sabático e foi fazer shows com o percussionista Ray Cooper, foi um dos primeiros a fazer um show na União Soviética prestes a se abrir com o Ocidente, até porque as Olimpíadas estavam chegando. Originalmente é um glam rock, guitarras são importantes, mas apenas um piano(as vezes dois) e uma ampla percussão fazem toda a diferença. Essa versão, que existe em vídeo graças ao documentário From Russia With Elton, é algo que me fez abrir os olhos pra música, poucas coisas me inspiraram tanto na vida. É altamente recomendável ouvir. Contém Pinball Wizard no meio, uma música gloriosa na versão dele, que so não botei pra não exagerar. Melhor versão com banda(com Pinball Wizard e Ray Cooper junto, curiosamente) é Rio 1995, vale ouvir.


Minha primeira resenha aqui foi o livro do Mussum, com ele aprendi bastante sobre a história dos Originais do Samba. Uma música me chamou a atenção, por ter sido feita por Vinicius de Moraes e ser a despedida para um integrante do grupo que faleceu no ano anterior, é um samba bonito, movimentado na medida certa, devia ser mais lembrado.


Em que pese o fato de que não escuto muita música nova, tento me atualizar e me redimir em alguns casos. Outro dia, no Centro, achei o Uptown Special por 5 reais(original, um achado) e já conhecia a música de alguns remixes e mashups, faltava ouvir a original. Além disso, Mark Ronson me intrigava. Depois de ouvir o álbum umas 10 vezes, muito porque não consigo parar, posso afirmar que essa música nasceu um clássico, se tornou um hit e combina perfeitamente no álbum em que está. E Ronson está naquela linhagem maravilhosa de produtores/músicos que sabem andar com as pessoas certas e surpreendem, mais ou menos que nem Don Was(gênio com banda própria ou produzindo os outros), espero que ele não queime minha língua um dia.


Ringo é subestimado e morrerei afirmando isso, principalmente após sua renascença, que começou em 1992 com Time Takes Time e teve seu auge com Ringo Rama e dois anos depois Choose Love. A abertura de Ringo Rama é um hard rock maravilhoso que já dá uma noção do que vem aí. Uma pena que ele nunca cantou essa ao vivo.


Ainda nos revivals temos o aclamado retorno de Dr. John à velha forma. Em Locked Out o álbum foi produzido por Dan Auerbach, do Black Keys, deu uma revitalizada na música por vezes típica(de New Orleans) que era lançada todo ano.


Mas outra com o mesmo nome? Dessa vez tem Disney no meio. Alguns de vocês devem ter visto Pateta, o Filme, bom filme, por sinal. Filho adolescente, vergonha do pai, mente pra todo mundo pra ir no show da versão Disney de Michael Jackson(com o nome Powerline) e apesar de tudo consegue dançar no palco com o artista e seu pai. Tevin Campbell era uma daquelas revelações musicais negras que eventualmente aparecia em Um Maluco no Pedaço e por algum motivo a carreira não decolou como o esperado. Antes da dele naufragar, nos deixou pérolas na trilha sonora desse filme. Ele ressurgiu ano passado cantando a música na comemoração de 20 anos do projeto.


Sim, alguns dirão que falta muita coisa, posso ter esquecido muita, mas vale lembrar que nessa lista tentei fugir do óbvio, até por isso as versões são diferentes em alguns casos. Espero que aproveitem.


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