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Review | Esquadrão Suicida (2016)

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

Reúna um time de vilões mais perigosos já encarcerados, dê a eles o arsenal mais poderoso do qual o governo dispõe e os envie em missão para derrotar uma entidade enigmática e insuperável que a agente Amanda Waller concluiu que só pode ser vencida por indivíduos desprezíveis e com nada a perder. Quando os membros do improvável time percebem que não foram escolhidos para vencer, mas sim para falharem inevitavelmente, será que o Esquadrão Suicida decide ir até o fim tentando concluir a missão ou a partir daí é cada um por si?

Assim como todo fã de revista em quadrinhos, filmes baseados em histórias de super-heróis, eu esperava ansiosamente por este filme desde o anúncio de sua produção. Particularmente, tenho mais facilidade para gostar dos “bad guys” do que dos mocinhos.

Sendo considerado um dos filmes mais aguardados do ano, Esquadrão Suicida traz personagens conhecidos do público e também os até então não explorados pelo universo DC.

O filme inicia após os acontecimentos vistos em Batman vs. Superman, fazendo nascer o ambicioso desejo de Amanda Waller (Viola Davis), usar um time de super vilões a seu favor para combater novas ameaças meta-humanas ao mundo.

Com um roteiro escrito em apenas seis semanas, o diretor David Ayer conseguiu comandar os personagens na maior parte do filme, mas perdeu-se diversas vezes em algumas cenas, deixando-as desconexas graças aos cortes abruptos. Minhas expectativas eram grandes, parte delas foram sanadas de bom grado, mas em contraponto, fiquei desanimada com alguns aspectos apresentados.


Amanda Waller, Arlequina (Margot Robbie) e Pistoleiro (Will Smith) foram os destaques do longa. Seus personagens foram levados a outro nível de conhecimento, mais aprofundado, ganhando o espaço merecido e praticamente levando o filme nas costas.

El Diablo (Jay Hernandez) foi uma das mais agradáveis surpresas, pois seu personagem era despretensioso inicialmente e no final, ganhou uma notoriedade merecida. Magia, teve uma história ótima de ser trabalhada, mas devido a atuação ainda precária de Cara Delevinge, não nos deixa tão animados com o que ela realmente é capaz de fazer.

Crocodilo (Adewale Akinnuoye-Agbaje), Capitão Bumerangue (Jai Courtney) e Katana (Karen Fukuhara), conseguiram honrar suas funções, mas mereciam mais destaque, principalmente a última, que  teve o papel de ser apenas a “guardiã” do soldado Rick Flag (Joel Kinnaman), que comandava a perigosa missão a mando de Waller.

Um – triste – fato do filme foi a participação do Coringa, interpretado por Jared Leto. Sua atuação foi correta, porém não conseguiu sustentar nem de longe o nome de um dos vilões mais assustadores e incríveis das histórias em quadrinhos. É aceitável até certo ponto, pois ele não era o centro da história, entretanto, em suas aparições, não causou nenhum efeito surpreendente.


Um dos erros foi o mau uso das histórias de vida dos vilões. Nos mostraram que eles também são humanos e que também são vítimas, até aí não há nada de errado, mas isso acontece antes mesmo de vê-los como vilões – exceto Arlequina e Pistoleiro, os quais já temos uma base maior de conhecimento. No geral, faltou vilania em um filme que supostamente era para ser a entrada triunfal de temidos vilões nos cinemas.

Levando em conta o todo, Esquadrão Suicida teve um bom desempenho – mesmo com falhas evidentes - e trouxe temas que podem ser importantes para o futuro no universo cinematográfico da DC. Outro lado negativo foi a falta de acontecimentos inesperados e aquela pitada de emoção no filme. A maioria do conteúdo já tinha sido apresentado nos trailers, deixando somente o grande combate para ser visto nas telonas.

Obs.: Após tudo isso, vale a pena esperar pela cena posterior ao filme. Mesmo.


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