sábado, 3 de setembro de 2016

Resenha | Sempre Teremos o Verão - Jenny Han

Belly sempre esteve dividida entre os Fisher. Mas isso parecia ter ficado no passado. Assim como os incríveis dias de verão na casa de praia em Cousins Beach. Conrad, seu primeiro amor, se tornou apenas uma recordação. Agora, era Jeremiah quem ela amava, era com ele que Belly imaginava o futuro.

Eles resolvem se casar e passar o resto da vida juntos, mesmo que para isso precisem enfrentar as famílias, que desde o início são contra essa decisão. Mas quando Belly retorna à casa de praia e reencontra Conrad, antigos sentimentos vêm à tona. Com o dia do casamento se aproximando, as incertezas só aumentam. Seria possível voltar atrás? Ou melhor, seria o certo a fazer? Mais uma vez ela está na casa de praia, dividida entre os dois únicos meninos que já amou.

Neste último volume da série O verão que mudou minha vida, Belly está mais madura e se vê diante de uma importante decisão que mudará sua vida e a dos Fisher para sempre.


Na última página de "Sem Você Não é Verão", livro que precede a conclusão da trilogia, temos uma espécie de epílogo, onde a autora avança dois anos e entrega que um casamento protagonizado por Belly e algum dos irmãos Fisher está mais próximo do que poderíamos imaginar. Apesar de terminar ao lado de Jeremiah, não fica claro com quem ela está se casando, ou seja, Conrad não deixou de ser uma possibilidade. 

De repente, tive essa sensação, essa certeza absoluta de que nunca seria capaz de esquecê-lo. Era tão simples e tão complicado assim. Eu havia me agarrado a ele por todos esses anos como um coral a uma rocha e agora não conseguia me soltar. 

O principal acontecimento dessa passagem de tempo é o ingresso de Belly na faculdade, ao lado de Taylor e Jeremiah. Ela está mais madura em relação a suas escolhas e também ao relacionamento, que vem solidificando-se cada vez mais. Porém, nem tudo são flores, e logo nos capítulos iniciais vemos Belly e Jeremiah enfrentarem problemas no paraíso. 

Como a própria sinopse indica, os dois resolvem se casar. E isso ocorre logo após uma revelação bombástica – que é o verdadeiro motivo por trás do pedido de casamento. É nesse instante que a trama pode incomodar, pois temos um vislumbre dos antigos Belly e Jeremiah, ainda muito jovens e tomando decisões imaturas. 

Quando ambas as famílias – Fisher e Conklin – se opõem ao casamento fica difícil não se juntar a eles, uma vez que o leitor sabe o que aconteceu entre os protagonistas menos de vinte quatro horas antes do pedido. Não que o casal não seja “shippável”, longe disso. Mas quando Conrad entra em cena e revela seus sentimentos ainda intensos pela menina que conheceu na infância e amou na adolescência, é impossível não desejar que ele receba uma segunda chance. 

Aqueles sentimentos sempre estiveram ali. Por todo esse tempo. Eu simplesmente tinha que encarar. Ele era parte do meu DNA. Eu tinha cabelos castanhos, sardas e sempre traria Conrad em meu coração. 

No desenrolar de Sempre Teremos o Verão vemos ainda que Jenny Han se preocupa em permanecer explorando o aspecto familiar da trama, mostrando que mesmo sendo impulsivos e desejando independência, seus personagens ainda procuram agarrar-se a família. E, é claro, temos a casa de veraneio como uma espécie de porto seguro para todos os envolvidos. 


Mesmo com alguns altos e baixos ao longo da narrativa temos um desfecho agradável. Susannah Fisher consegue deixar as últimas páginas mais maduras e os leitores emotivos com sua palavras para Belly, que finalmente lê a carta que foi escrita por Beck para o dia de seu casamento. 

Jenny Han prova, mais uma vez, que romances adolescentes são mais do que imaginamos e que o destino sempre atua, não importa os obstáculos – sempre haverá uma forma de encontrar o verdadeiro amor... Às vezes só é preciso encontrar a si mesmo.

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