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Quadrinhos de Agosto + Setembro/2016

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Primeiramente, gostaria de pedir desculpas pelo tamanho atraso dessa postagem, que já deveria ter saído há muito tempo. Com a faculdade exigindo seminários, artigos e avaliações foi difícil focar em qualquer leitura que não fosse de cunho acadêmico, e isso acabou prejudicando os quadrinhos, visto que não consegui organizar meu tempo livre de forma adequada. A solução foi, novamente, unir os dois últimos meses, uma vez que o número de leituras foi inferior ao esperado. Todavia, trouxe resenhas de publicações bem legais e que renderam ótimas experiências de leitura! 


Tokyo Ghoul - Volume 7 / 5 ESTRELAS



Até então então relutante com sua condição "meio ghoul", Kaneki se vê obrigado a assumir sua outra metade após inúmeras sessões de tortura na sede da Aogiri, tornando-se completo. Agora, com seu lado selvagem à mostra (vide a capa), ele protagoniza uma das melhores sequências de batalha de todo o mangá, apressando o ritmo e aumentando a tensão, isso sem deixar de lado detalhes importantes. Porém, apesar da grande relevância da transformação de Kaneki, outros personagens também ganham espaço na trama, como é o caso de Juuzou e Yoshimura, ambos personagens enigmáticos que geram muitas perguntas e poucas respostas. 

Prometendo entregar muito mais ao público em publicações futuras, Sui Ishida simplesmente presenteia seus leitores com um dos momentos mais irreverentes de Tokyo Ghoul nesse sétimo volume.


Vampiro Americano - Volume 5 / 5 ESTRELAS



Em seu quinto volume, Vampiro Americano segue a mesma fórmula de suas edições anteriores ao dividir sua narrativa em dois segmentos distintos, assim dando mais ênfase a personagens tidos como secundários numa linha cronológica que nem sempre está alinhada com sua trama principal. Sendo assim começamos com "O Senhor do Pesadelo", dividida em cinco partes, que apresenta novos personagens e espécies, além do passado obscuro do Agente Hobbes e um segredo de Felicia Book. Apesar de interessante e didático, o arco parece não combinar com a arte de Dustin Nguyen. 

Já "A Lista Negra", com Pearl Jones e Skinner Sweet, acaba sendo uma verdadeira explosão de revelações, reviravoltas e desfechos surpreendentes. Trazendo à luz uma certa personagem até então deixada de lado, Scott Snyder e Rafael Albuquerque movimentam a trama e deixam pontas soltas para o próximo volume, mais uma vez elevando o nível de Vampiro Americano.


Fullmetal Alchemist - Volume 2 / 5 ESTRELAS



Após um início triunfal Edward e Alphonse Elric estão de volta. Dessa vez, os protagonistas de Fullmetal Alchemist precisam lidar com questões muito mais intensas, que até mesmo comparam-se com o acontecimento que resultou na perda de seus corpos. Tido como um dos segmentos mais impactantes do mangá, o encontro dos irmãos Elric com Nina e Alexander é memorável, mas está longe de agradável. Há um consenso entre os fãs acerca do que acontece nesse segundo volume, uma vez que o mesmo marcou milhões de leitores e serviu como um divisor de águas para os personagens que, apesar de muito novos, passam a vivenciar a crueldade da humanidade. 

Por ter assistido Fullmetal Alchemist: Brotherhood, mesmo que há algum tempo, ainda tenho a memória dos acontecimentos que marcam as vidas de Edward e Al. Salvo algumas alterações na ordem cronológica, o anime é extremamente fiel à obra de Hiromi Arakawa. Então sim, já esperava pelo desenrolar dos quatro capítulos presentes neste segundo volume. Todavia, nenhum preparo psicológico é suficiente, uma vez que a história fica com o leitor; gravada indefinidamente. Imagino que seja o ganho necessário para prender os leitores curiosos.


Anohana: Ainda sabemos o nome da flor que vimos naquele dia - Volume 2 / 5 ESTRELAS



Em seu segundo volume, Ano Hana, que será finalizado em sua próxima publicação, segue com a história de Menma, que anos após sua morte vem ao encontro de seus amigos e consegue ser vista por apenas um deles, Jintan, que atualmente encontra-se no pior momento de sua vida – perdido e afastado de todos. Com a chegada de Menma e o reencontro com o resto dos Super Peace Busters no volume anterior a rotina de todos passa a mudar e, agora que todos estão mais próximos do que jamais estiveram nos últimos anos, segredos e angustias serão reveladas.

A verdade é: Ano Hana não é um mangá para crianças, apesar de sua arte infantil e diálogos inocentes. Há muito mais por trás desses personagens que parecem “fofos” à primeira vista; todos, ainda muito novos, enfrentaram uma situação traumática que deixou cicatrizes profundas. Assim como no primeiro volume, dois personagens são escolhidos para deixar suas cicatrizes à mostra, dessa vez Yukiatsu e Tsuruko, dando ao mangá um tom mais adulto e definitivamente aumentando a dosagem de drama, levando o leitor às lágrimas mais sinceras.


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