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Resenha | Perdido em Marte - Andy Weir

quarta-feira, 19 de outubro de 2016
Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho. Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente. Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate. Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico – e um senso de humor inabalável –, ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência. Para isso, será o primeiro homem a plantar batatas em Marte e, usando uma genial mistura de cálculos e fita adesiva, vai elaborar um plano para entrar em contato com a Nasa e, quem sabe, sair vivo de lá. Com um forte embasamento científico real e moderno, Perdido em Marte é um suspense memorável e divertido, impulsionado por uma trama que não para de surpreender o leitor.


Admito que protelei pra ler Perdido Em Marte, uma vez que, embora goste de ficção científica, o enredo não havia me despertado aquela louca vontade de ler. Acabei me surpreendendo de maneira bem positiva, eu diria. 

A leitura é fluida, agradável e se torna ainda melhor graças ao otimismo e bom humor de Mark. Particularmente creio que só deixa a desejar ao detalhar especificações técnicas e informações cansativas, que em alguns momentos parecem extremamente desnecessárias, enquanto o leitor se morde de curiosidade para saber como Mark se livrará de mais uma situação complicada.

Algo que me chamou a atenção foi a maneira com que os personagens foram desenvolvidos. Ainda que fossem coadjuvantes, eram bem explorados e não estavam ali por estar. Andy Weir os utilizou bem para despertar sentimentos no leitor, como por exemplo a aflição que sentimos junto aos cientistas quando esses deveriam tomar alguma decisão em Terra que ajudasse Mark, e também a tensão do próprio astronauta cada vez que algo dava errado e ele se via caminhando cada vez mais perto para morte.

O desfecho do livro é bem interessante e instigante, ainda que parecesse um pouco óbvio com o passar das páginas. Isso, é claro, não classifica o livro como ruim ou previsível, pois os acontecimentos realmente causam tensão no leitor, e logo depois o alívio de ver como aquele obstáculo foi ultrapassado.


Em geral é uma obra cativante e o autor consegue facilmente manipular o sentimento do leitor. Perdido em Marte também trás a lição de que nenhum obstáculo é grande o suficiente se estivermos dispostos a nunca desistir. O protagonista cativa com seu otimismo – sem ser irritante – e creio que isso foi totalmente necessário para que ele obtivesse êxito em suas atitudes e para manter a história viva. O único ponto desgastante é a quantidade de informação desnecessária para a trama que pode vir a cansar o leitor. Fora isso, o livro realmente te faz sair de órbita!



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