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Resenha | Trilogia da Fundação - Isaac Asimov

quarta-feira, 9 de novembro de 2016
A Trilogia da Fundação conta a história da humanidade em um ponto distante no futuro, no qual o visionário cientista Hari Seldon prevê a destruição total do império humano e de todo o conhecimento acumulado por milênios. Incapaz de impedir a tragédia, ele arquiteta um plano ousado no qual é possível reconstruir a glória dos homens. Se tudo correr como planejado.

Somos apresentados a uma realidade em que a humanidade ocupa todos os planetas da Via Láctea, estabelecendo um Império Galáctico que já dura 12 mil anos e cuja capital é Trantor. Tudo caminha aparentemente bem até que Hari Seldon, um psico-historiador, prevê o futuro das sociedades a partir de cálculos que envolvem psicologia, sociologia e estatística, além de prever também a queda desse Império, seguida de uma era de terrível que duraria 30 mil anos.

Todavia, Seldon traça um plano (conhecido como Plano Seldon) em que enviaria dois grupos de cientistas para dois cantos da galáxia. Um desses grupos criaria a Fundação Enciclopédica, uma enciclopédia com todo o conhecimento que a humanidade possuía até os dias atuais, e o outro foi mandado para um lugar secreto sem que ninguém soubesse sua real função.

Depois de "Eu, Robô" foi quase que instantânea a vontade de conhecer a consagrada obra de Isaac Asimov, a gloriosa Trilogia da Fundação. Conquistando facilmente até quem não é fã de ficção científica através da genialidade de Asimov, a trilogia, diferente de outras publicações sci-fi, que procuram se ater muito a questões tecnológicas e informações descartáveis para o enredo, agrada o leitor pelo tenso e envolvente desenrolar da trama. É incrível acompanhar o desenvolvimento da Fundação, que passa por vários obstáculos - já previstos por Seldon - com sucesso, sem a necessidade de uma guerra propriamente dita.

Outro ponto positivo nesse aspecto é o uso da linguagem coloquial durante a narrativa, que facilita a compreensão de assuntos que geralmente são vistos como complicados, como por exemplo sociologia, psicologia, estatística, política e alguns outros que não se tornam monótonos quando trabalhados no livro.

Assim como “O Silmarillion” – obra de Tolkien (O Senhor dos Anéis) – a trilogia de Asimov não possui um protagonista, uma vez que conta sua história através de eras, mostrando como a Fundação se desenvolveu. A grande mente responsável pelo plano que reduziria o tempo de trevas do império de 30 mil para mil anos, Hari Seldon, é muitas vezes tido como a figura central do enredo. Porém, com o decorrer do enredo centenas de anos se passam, ou seja, Hari Seldon deixa de estar presente nos acontecimentos. Pode-se dizer que a Trilogia da Fundação é protagonizada pelas ideias e previsões de Seldon.

A leitura é cativante, pois não demora a engatar, e logo de início nos deparamos com situações inimagináveis e conflitos complexos, fazendo com que o leitor vicie rapidamente, tendo em vista que é realmente interessante observar como tais situações serão solucionadas de maneira inteligente e perspicaz. Outro destaque são os vilões, todos muito bem construídos. Porém, o que rouba a cena não são as personalidades em si, mas os planos que dão origem a arcos sensacionais.


Não poderia deixar de dar cinco estrelas para trilogia. Ela foi altamente recomendada por amigos e parentes, que nem mesmo me questionaram se eu era fã se sci-fi. O resultado foi uma leitora satisfeita e realizada por conhecer uma obra tão fascinante e envolvente.


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