sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Review | Luke Cage - 1ª Temporada


Luke Cage é um ex-membro de gangue que foi preso e acusado de um crime que não cometeu. Depois de ser cobaia em experimento sabotado, ele ganha super-força e pele indestrutível, se torna um fugitivo e tenta reconstruir a vida no Harlem, bairro de Nova York. Mas logo ele é forçado a sair das sombras e lutar pela seu bairro, bem como confrontar o passado do qual tentou fugir e assumir de vez a identidade de herói.

Depois de nos apresentar um advogado cego e uma detetive particular de Hell's Kitchen, a Marvel adicionou um novo personagem em seu universo cinematográfico. Luke Cage é a aposta da vez da produtora e da Netflix.

Nós já tínhamos conhecido Luke Cage, interpretado por Mike Colter, na primeira temporada de Jessica Jones, personagem homônima vivida pela atriz Krysten Ritter. Após os eventos em Hell's Kitchen, Luke decide ir para o Harlem, seu bairro natal em Nova York. Ele busca refúgio na barbearia do Pop, ou Henry Hunter (Frankie Nelson) e trabalhando ali, tenta levar a sua vida de forma calma e sem se meter em confusões. Mas a violência na vizinhança faz com que ele interfira nos problemais sociais e demonstre suas habilidades, ganhando inimigos poderosos.

Tal violência, é comandada por Cornell Stokes (Mahershala Ali), também conhecido como Boca de Algodão. Ele tem apoio de sua prima, Mariah Dillard – Black Mariah - (Alfre Woodard), que concorre como vereadora. Em uma espécie de sociedade forçada, eles comandam o Harlem's Paradise, uma casa de shows que serve para a prática das atividades ilegais dos dois.

Com a pressão estabelecida por Boca de Algodão no bairro, para ajudar na candidatura de sua prima, Cage decide agir e mexe onde mais dói para eles: no dinheiro. Assim, começam todos os eventos para o desenrolar da história.

O passado e o presente de Luke Cage caminham juntos na série, pois os flashbacks nos ajudam a conhecer o personagem, seu verdadeiro nome – Carl Lucas - e entender o porquê de seu jeito contido e controlado. Na série, conhecemos a famosa Reva (Parisa Fitz-Henley), sua esposa falecida.

Outros personagens também merecem ser citados. A enfermeira Claire Temple (Rosario Dawson), que já apareceu em Demolidor e Jessica Jones, ganha mais enredo e demonstra o quão importante ela é nos três cenários. Mercedes “Misty” Night (Simone Missick) é o destaque da série, sem sombra de dúvidas. Ela é a determinada policial que “vê coisas” e busca a verdade por trás dos crimes e acontecimentos do Harlem. Hernan “Shades” Alvarez (Theo Rossi), é um capanga de grande escala, enviado para tomar conta de Boca de Algodão e de seus devaneios no comando do crime. Entretanto, um personagem mais forte, intrigante e se possível, mais vilão que os outros, surge para acabar com a popularidade de Cage. Willis Stryker (Eric LaRay Harvey) ou Kid Cascavel, vem para se vingar do passado que os une.

O criador Cheo Hodari Coker, trouxe uma nova ambientação, mas sem surpresas e grandes emoções. As cenas de luta ainda são convencionais, dignas de um grande homem em campo. A atuação de Mike Colter, na maioria da série não é animadora, ele surpreende somente quando carrega o título de Poderoso e em cenas cômicas. Os vilões, poderiam ter sido perversos como nos quadrinhos, mas talvez não tiveram tempo hábil para isso. 

O que me chamou a atenção e me fez gostar da série foram os diversos easter eggs, a detetive Misty Knight e a determinação de Claire Temple, a trilha-sonora – está disponível no Spotify -, que guiou majestrosamente o tom que o criador quis dar. A aversão a termos racistas, o bairro Harlem, que foi o verdadeiro protagonista da série. E além de tudo isso, a representatividade foi uma aposta totalmente acertada e bem feita, já que o elenco é predominantemente negro. 

Luke Cage é uma trama que pode e vai influenciar no futuro cinematográfico da Marvel. Ele estará também na série Defensores, que conta com Demolidor, Jessica Jones e Punho de Ferro, a próxima aposta da união Marvel e Netflix.

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