sábado, 31 de dezembro de 2016

Quadrinhos de Outubro + Novembro + Dezembro/2016


Último Quadrinhos do Mês de 2016! Hell yeah! Mesmo com todos os atrasos, consegui fechar o ano sem pular nenhum mês ou quadrinho e resenhei todos os que li - exceto pelas revistas mensais, que foram poucas. Ao longo desses doze meses li muita coisa boa e uma quantidade bem legal de material inédito, especialmente quadrinhos, que em sua maioria já conhecia a versão em anime, como é o caso de Fullmetal, Ano Hana e Tokyo Ghoul, porém isso não foi algo que tornou a leitura menos empolgante. 

Quanto aos quadrinhos estilo Marvel e DC, bom... Essa é outra história. Não li nem metade do que gostaria e pretendo mudar isso no próximo ano, uma vez que existe muita coisa boa para conhecer de ambos os universos. Além disso, algumas obras na minha própria estante clamam por atenção, como por exemplo Esquadrão Suicida de Adam Glass. No geral, fiquei satisfeita e espero que vocês, que me acompanharam, também tenham ficado. Até 2017!


Anohana: Ainda sabemos o nome da flor que vimos naquele dia - Volume 3 / 5 ESTRELAS


Aqueles que já tiveram oportunidade de assistir o anime de mesmo nome no qual o mangá foi inspirado sabem como essa história termina. Mitsu Izumi faz um ótimo trabalho com os personagens principais e procura concluir a saga de Jintan e Menma de forma honesta e tão linda quanto o anime em seus onze episódios. Aqui o leitor irá encontrar uma verdadeira lição sobre amizade, perda e também amor em sua definição mais pura. 

Me lembro muito bem de tudo o que senti assistindo ao último episódio alguns anos atrás; o quanto chorei, especificamente. E aqui não poderia ser diferente. Aquele aperto no peito e o vazio após concluir a última página estavam de volta, pois é muito difícil se despedir desses personagens. Menma, Jintan, Anaru, Yukiatsu, Poppo e Tsuruko deixam marcas. A história de cada um deles se une para gerar algo maior que não poderá ser apagado mesmo com o passar dos anos. De fato, foram três volumes memoráveis.


Fullmetal Alchemist - Volume 3 / 4,5 ESTRELAS


Ainda marcados com os acontecimentos anteriores envolvendo o lado mais feio da alquimia, Edward e Al partem para sua cidade natal na companhia do Major Armstrong. Ao chegar em Resembool os irmãos são recebidos por Vovó Pinako e Winry Rockbell, que os acolheram quando perderam a mãe. Responsáveis pela manutenção das próteses de Ed, conhecidas aqui como automail, recebem visitas cada vez que Ed entra numa briga maior do que pode comprar. Ou seja, frequentemente. 

A aparição de personagens que fazem parte do passado dos irmãos Elric é pontuada por lembranças do dia em que os meninos quebraram um tabu da alquimia, assim como também as consequências dessa ocasião. Hiromu Arakawa tem um timing excelente quanto a inclusão dessas informações no mangá, uma vez que houve tempo para que o leitor ficasse realmente instigado a querer saber mais sobre a infância de Alphonse e Ed. 


Fullmetal Alchemist - Volume 4 / 5 ESTRELAS


Hiromu Arakawa se preocupa muito com a humanidade de seus personagens, procurando, em alguns momentos, retratá-los em situações que os deixam no limite. Foi o caso de Alphonse Elric no último arco quando, por influências externas, passa a questionar se sua existência é produto da imaginação e habilidade alquímica de Ed. 

A questão é resolvida com muita maturidade por parte de Edward. Ele, que possuía todo o direito de ficar bravo com a situação, não procura argumentar com o irmão diretamente, mas sim provar para o mesmo que ele sempre esteve ali; com suas memórias, presença, coração e alma. 

Nesse volume temos também um dos momentos mais marcantes e icônicos de todo o mangá. Para quem assistiu o anime (versão Brotherhood) pode ser que fique claro a que me refiro, mas prefiro não entrar em detalhes para não estragar a experiência de nenhum leitor. Só tenho a dizer que: é a partir desse volume que passamos a conhecer o verdadeiro poder dos homúnculos.


Fullmetal Alchemist - Volume 5 / 5 ESTRELAS


Em seu quinto volume, Fullmetal Alchemist procura abordar as relações humanas e lidar com questões emocionais de seus personagens, isso, claro, de maneira muito mais sutil que no mangá anterior. Aqui temos maior participação de Winry Rockbell, uma vez que a jovem mecânica decidiu seguir viagem com os irmãos Elric até o Santuário dos Mecânicos de Automail, a cidade de Rush Valley. É lá que os três viverão a parte deste volume que é mais voltada à aventura, com direito a perseguições pela cidade, muitas demonstrações alquímicas e uma revelação sobre o passado de Edward Elric. 

No segundo arco do quinto volume os irmãos novamente pegam a estrada, dessa vez para Dublith, onde pretendem encontrar Izumi Curtis, sua antiga mestre, que foi responsável por aprofundar o conhecimento de Edward e Al em alquimia. Esse arco é interessante pois mostra um pouco mais da vida dos Elric antes de tudo - antes do acontecimento que mudou suas vidas drasticamente - e oferece um vislumbre da figura misteriosa que é o pai dos meninos. Definitivamente um volume que oferece algumas respostas ao mesmo tempo em que abre margem para novas perguntas.


Tokyo Ghoul - Volume 8 / 4 ESTRELAS


Um dos arcos mais marcantes de todo o mangá vem sendo narrado nos últimos volumes de Tokyo Ghoul. Após derrotar Yamori e assumir seu lado ghoul, Kaneki continua travando batalhas com inimigos poderosos e com seus próprios demônios em sequências muito bem desenhadas que impactam o leitor com sua precisão e violência. 

Mas o início deste oitavo volume não é sobre Kaneki. Não exclusivamente. Aqui teremos um vislumbre da vida de Touka, ainda muito jovem, com seu irmão, Ayato, quando o pai de ambos ainda era vivo. Vemos como funcionava a rotina de ambos naquela época e como a morte de seu pai os afetou negativamente, especialmente em Ayato. Vale ressaltar que a história dos irmãos Kirishima é narrada paralelamente à batalha travada por eles. Mais uma vez, Sui Ishida procura evidenciar o quão humanos são os monstros presentes em Tokyo Ghoul.


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