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Resenha | Quatro Vidas de Um Cachorro - W. Bruce Cameron

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017
Esta é a inesquecível história de um cão que — após renascer várias vezes — imagina que haja uma razão para seu retorno, um propósito a cumprir, e que, enquanto não o alcançar, continuará renascendo. Narrado pelo próprio animal, Quatro vidas de um cachorro aborda a questão mais básica da vida: Por que estamos aqui?

Emocionante e com boas doses de humor, Quatro vidas de um cachorro é um livro para todas as idades, que mostra o olhar de um cão sobre o relacionamento entre as pessoas e os laços eternos entre os seres humanos e seus animais. Se você gostou de Marley & eu, vai adorar esta aventura que agora ganha as telas do cinema.

A premissa do livro me afugentou bastante, pois meu amor por cães é imensurável, e se Marley e Eu já foi um tiro certeiro no meu coraçãozinho, imagina que estragos a proposta desse livro poderia fazer? Contudo resolvi arriscar e independente do final, acreditei que o drama me renderia uma boa experiência.

Além das esperadas lágrimas, o livro também arranca boas risadas. Bailey é um cachorro bem divertido e o autor conta a história do ponto de vista do animal, o que foi um diferencial fantástico pois traduz muitos momentos que nos humanos não saberíamos interpretar.

Bailey reencarna em quatro cachorros que vivem situações diferentes, e de vida em vida, o cãozinho vai obtendo muitos aprendizados, vivendo experiências que vão de um extremo ao outro. Ele encarna desde um cachorro de rua à um de raça, mas em todas as vidas ele aprende valiosas lições. São quatro histórias incríveis que convergem para um desfecho memorável e fascinante.

Em geral o drama é lido tranquilamente, com uma linguagem bem coloquial e lúdica. Momentos divertidos tornam o livro muito rico, assim como as passagens emocionantes, e as lições deixadas para nós humanos numa era de tanta maldade e falta de amor. Por esses e outros motivos classifico o livro com 4 estrelas!


O livro ganhou uma adaptação cinematográfica que estreou esse mês no Brasil, dirigido por Lasse Hallström, tendo Dennis Quaid e Britt Robertson no elenco. Infelizmente, cenas de maus tratos, nos bastidores, a um pastor alemão foram divulgadas na internet através do site TMZ. As cenas são perturbadoras e exibem um treinador obrigando o cão a entrar na água no set de filmagem contra a vontade. O vídeo está sendo investigado, e algumas ONGs – além de internautas – estão pedindo boicote à produção. O caso gerou polêmica e chocou pela grande ironia, visto que o filme trata da amizade entre cães e homens, e nos seus bastidores os animais são submetidos à violência. Não é a primeira vez que algo do tipo ocorre nos sets de filmagem pelo mundo a fora, mas esperamos que os responsáveis sejam punidos, e que os maus tratos sejam cada vez menos corriqueiros não só nesses ambientes, mas em todos os lugares do mundo.


Um comentário on "Resenha | Quatro Vidas de Um Cachorro - W. Bruce Cameron"
  1. 4 Vidas de um cachorro.
    Interessante a adaptação de algumas obras literárias para o cinema; algumas são brilhantes outras medianas e outras um desastre total. Sei no entanto como é complicado esse ofício de adaptar uma obra literária para um roteiro cinematográfico ou dramatúrgico, pois já me lancei nesta tarefa algumas vezes. Um dos aspectos mais difíceis é ter que cortar sequencias inteiras de um livro por exemplo, por que o roteiro ficaria muito longo e consequentemente a obra cinematográfica também.
    Ontem fui ver 4 vidas de um cachorro, adaptação do Best seller com o mesmo título do escritor americano W. Bruce Cameron, lançado em 2010. Uma coisa foi igual ao ler o livro e assistir ao filme; aprendi a amar mais meus cachorros e ter mais respeito por essas criaturas que bem antes, já sabia que são seres especiais que têm sua missão junto de nós, mensagem primeira da obra de Cameron. Um outro aspecto semelhante ao ver ao filme foi a emoção que ele me causou. Chorei muito, um choro sofrido, por pensar no que deixei de fazer pelos cachorrinhos que passaram por minha vida, e pelo mau que um dia causei a eles. Dívida eterna mais que tenho a oportunidade de reparar ainda nessa existência. Confesso que adiei ir ver o filme porque sabia que ia chorar,
    Acerca da obra cinematográfica, senti naturalmente muitas mudanças na adaptação do livro para o cinema, muitas cenas que esperava ver não estavam no filme e as que estavam trouxeram uma leveza singela própria dos filmes deste gênero: uma comédia/DRAMÁTICA.
    Contudo...sabes quando gosto de um filme; quando suas cenas não me saem da cabeça, como as cenas deste sensível e edificante filme. E é por este motivo que me arvoro a fazer estes comentários críticos.
    Ontem estava muito ansioso para ver o filme como há muito não ficava. Voltei à casa e dei um abraço em meus filhos peludos e disse a eles como eu os amava.

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