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TOP 5 | Livros do Ano

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Enfim chegamos ao final de um dos anos mais polêmicos dos últimos tempos – alguns amaram, outros odiaram. Em certos aspectos, 2016 nos presenteou com doze meses incríveis, enquanto deixou a desejar em determinados pontos. Na literatura, diversas obras inusitadamente excelentes surgiram no caminho. Ao longo desse ano li pouco mais de quarenta títulos. Nem todos foram marcantes, mas houveram aqueles que se destacaram dentre os demais. Essa é uma lista com esses livros.


"Amém", por Arthur Chrispim. 

Para uma lista justa, digamos assim, coloquei os livros por ordem cronológica de leitura, tornando possível também perceber como transitei dentro dos gêneros literários ao longo do ano. Inicialmente, após ter lido diversos romances água com açúcar no período de festas, resolvi me aventurar num romance policial nacional. Quem me indicou a obra de Arthur Chrispim foi um amigo (Wenceslau), que conhece e acompanha de perto o trabalho do autor. 

Iniciei a leitura após certa insistência da parte dele, pois não havia dado credibilidade imediata a Amém. Afinal, até mesmo romances adultos tendem a me decepcionar no mercado nacional. Mas com Amém o tapa na cara foi forte. Que livro! Que história! Que personagens! Que final! Arthur Chrispim tece poesia em seus parágrafos e envolve o leitor a cada capítulo com a construção de um cenário extremamente realista. 

Não consegui escrever uma resenha época pois a cada tentativa sentia não estar fazendo jus a grandiosidade da obra. Pretendo reler Amém no próximo ano e, enfim, expressar em palavras todos os sentimentos que me cercaram durante essa leitura surpreendente.


"As Estranhas e Belas Mágoas de Ava Lavender", por Leslye Walton.

Ao contrário do primeiro livro aqui citado, "As Estranhas e Belas Mágoas de Ava Lavender" foi resenhado e, para escrever tal postagem, foi preciso fazer uma pesquisa, afim de observar a opinião de outros leitores sobre o romance de Leslye Walton. Não chego a mencionar no texto, mas encontrei certos comentários extremamente negativos sobre seu livro de estréia e cheguei a me perguntar se aquelas pessoas haviam lido as mesmas páginas que me transportavam para outro mundo enquanto andava num metrô lotado. A história de Ava Lavender e sua família é extremamente tocante e envolvente e convida o leitor a viver o fantástico, esquecer-se da realidade. Se precisasse descrevê-lo de forma concisa, diria que é como um poema de pouco mais de trezentas páginas.


"Trilogia Verão", por Jenny Han.

Poucos sabem, mas meu amor por Jenny Han começou há muitos anos, quando por acaso encontrei um de seus livros quase escondido e esquecido na livraria mais próxima. Na época não pude comprá-lo, mas uma de minhas amigas teve a sorte de recebê-lo como presente de aniversário e acabou me emprestando. Em dois dias li "O Verão que Mudou Minha Vida", que dá inicio a trilogia. E somente quatro anos depois pude repetir a leitura e finalmente descobrir o desfecho da história de Belly. 

Quando o li pela primeira vez, havia completado dezesseis anos. Belly era, ou deveria ser, uma personagem muito mais relacionável do que seria quando relesse suas aventuras de verão com vinte anos. Mas essa é uma afirmação completamente irreal, tendo em vista que o primeiro romance e "Sem Você Não é Verão" e "Sempre Teremos o Verão" conseguiram me cativar tando quanto naquela época. Era impossível não listá-los, pois Jenny Han fez com que me apaixonasse novamente por Cousins Beach, mesmo após todos esses anos.


"Novembro, 9", por Colleen Hoover.

Quando me pedem uma indicação de um romance da autora, costumo indicar "Novembro, 9" sem ao menos hesitar. Logo em seguida adiciono que esse livro me destruiu. Colleen Hoover me fez arquejar e chorar no transporte público, o que me rendeu alguns olhares de reprovação. Mas não me importo, pois a história de Fallon e Ben acabou comigo como se fossem mil agulhas penetrando minha pele. Tantas emoções atravessaram meu corpo durante a leitura que, ao final, tudo o que queria era deitar em posição fetal e pensar que finais felizes existem e estão em algum lugar por aí. E não, não pensem que estou exagerando pois quem leu "Novembro, 9" sabe exatamente o que estou dizendo. Esse livro mexe com o leitor num nível absurdo, por isso é um dos melhores young adult que passará pela sua estante. 


"Menina Má", por William March.

Creio que muitas pessoas não saibam que li esse livro, tendo em vista que não fui eu quem teve chance de resenhá-lo aqui no blog. E, para ser completamente sincera, não acho que conseguiria. Logo, palmas para a Amanda por tê-lo feito tão bem. Mas, já que "Menina Má" está nessa lista, sinto que preciso compartilhar o porquê. 

Primeiro, foi uma surpresa. Lógico que qualquer um mergulha nas páginas de uma das edições mais bonitas da DarkSide sabendo o que vai encontrar, mas acredito que ninguém realmente espera os caminhos que os personagens irão percorrer. Novamente, foi o tipo de leitura que me tirou do ônibus e me levou para a sala de um apartamento vendo uma mãe aflita datilografar seus receios sobre a filha outrora angelical e que, de repente, mostrava-se perversa e tão pouco inocente. E o final... Ah, aquele final! Imagino que seja um verdadeiro baque para qualquer leitor fechar as páginas desse livro. Mas a questão é que você não o fecha, ao menos não figurativamente, pois a história de Rhoda Penmark fica cravada em sua mente e o faz pensar por muito mais tempo do que gostaria.


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