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Review | Internet - O Filme

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Construído através da coletânea de oito esquetes, "Internet - O Filme" traz a irreverência e a espontaneidade dos conteúdos de humor audiovisual das redes sociais e da internet para o cinema. Em uma convenção de youtubers, os personagens entram em vários conflitos uma vez que todos eles estão em busca da fama a qualquer preço.

A maior colisão do YouTube com o cinema está pra acontecer no dia 23 de fevereiro. Isso porque essa foi a data escolhida para a estreia de Internet - O Filme. Muitos de vocês não sabem nem de que filme estou falando, mas pode deixar que eu explico. 

Em algum ponto de 2016, Rafinha Bastos teve a brilhante ideia de escrever e produzir um filme que mostra - de uma forma bem exagerada - a vida de quem trabalha com a Internet. É claro que num mundo onde o YouTube está cada vez mais forte como uma forma de comunicação, a ideia foi rapidamente comprada por ninguém menos que a Paris Filmes em parceria com - não vou mentir, me chocou um pouco - Televisa

A ideia do filme é bem simples, 25 YouTubers estão no mesmo evento e cada grupo possui suas histórias individuais. Literalmente a única conexão entre todos os personagens é estarem no mesmo lugar na mesma hora pelo mesmo motivo. E não existe nada de errado com essa ideia... se você tem tempo o suficiente e o número certo de personagens para desenvolver cada história de forma concreta. Agora, em um filme de uma hora e meia, com oito histórias diferentes, acontecendo simultaneamente, é certo que algumas ficarão como plano de fundo. 

O longa possui duas histórias que, ao meu ver, foram centrais. A primeira foi a de Cesinha Passos (Rafinha Bastos), que tenta provar para todos - inclusive ele mesmo - que não é o ser humano mais c*zão da internet brasileira - qualquer semelhança com a realidade (não) é mera coincidência -, mas isso pode se voltar contra ele. A segunda história principal é a de Uesley (Gusta Stockler), o YouTuber mais querido do Brasil, mas que por trás das câmeras não é nada do que aparenta ser. 

Além dessas duas histórias, existem outras que adicionam para o enredo do filme. Como a de Paulinho (Celbit), o maior jogador de Street Fighter do Brasil que está prestes a ter sua identidade revelada. Ou a de Vepê (T3ddy), que pra ganhar uma viagem para LA foi desafiado pelos amigos Tito (Júlio Cocielo) e Rafa (Igão) a ficar Barbara (Polly Marinho). Todas essas histórias, ainda que não tão bem desenvolvidas, ajudam a dar o tom do filme e acrescentam à comédia. 

E por falar em comédia, é obvio que o ponto principal do filme é fazer as pessoas rirem, afinal é disso que a maioria dos YouTubers está atrás. Nesse quesito eles acertam em cheio, mas é preciso ser familiarizado com o conteúdo disponível na rede para entender algumas piadas. Fica muito claro, com essa característica, quem faz parte do público alvo do filme. Ele foi feito para as pessoas que querem ver seus YouTubers favoritos em uma tela grande, fazendo piada com o que acontece nas telas de computador. 

Meu último ponto de analise é a questão da atuação. Fica muito claro que os atores do filme não são realmente, bem, atores. Não porque as cenas ficaram forçadas. Muito pelo contrario, tudo parecia bem natural. Natural até de mais, porque os personagens eram os próprios YouTubers, porém com nomes diferentes.

De um modo geral, minha experiência com o filme foi – por falta de palavra melhor – satisfatória. Tenho que admitir não teria escolhido esse filme em especifico se não fosse para fazer esse review, não por ser ruim ou mal feito, mas porque foi muito claramente criado pra os inscritos de todos os YouTubers creditados. Por não ser familiarizada com todo os nomes, minha nota seria três, mas acredito fielmente que os fãs iram aproveitar as histórias muito mais profundamente que eu.


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