quarta-feira, 22 de março de 2017

Review | Power Rangers (2017)


Segue a história de cinco adolescentes normais que precisam se tornar algo extraordinário quando eles descobrem que sua cidade, Angel Grove – e o mundo – está prestes a ser obliterada por um ataque alienígena. Escolhidos pelo destino, nossos heróis rapidamente descobrem que são os únicos que podem salvar o planeta. Mas para isso, eles precisam resolver suas vidas primeiro, antes de se juntarem como os Power Rangers.


It’s Morphin Time! Um dos momentos mais esperados da Geração Y acaba de chegar. É hora de conhecermos os novos – e, aparentemente, evoluídos – Power Rangers. Nossos heróis coloridos estão de volta à Alameda dos Anjos, dessa vez com efeitos especiais e uniformes melhorados. Com várias referências a série clássica de 1993, o novo filme veio pra trazer nostalgia a toda uma geração.

Jason, Kimberly, Billy, Trini e Zack, personagens que já conhecemos tão bem, começam suas histórias como o típico grupo de adolescentes americanos sem muito em comum. Na verdade, o primeiro contato entre os Rangers acontece por mera coincidência. Billy (RJ Cyler) pede que Jason (Dacre Montgomery) o leve até a pedreira em busca de uma aventura e lá eles esbarram com os futuros companheiros de luta. É nessa mesma pedreira que nossos heróis acham as moedas responsáveis pelos poderes Rangers e, é claro, nesse momento a verdadeira aventura começa.

Dirigido por Dean Israelite e escrito por John Gatis, o filme é um suspiro de alivio para os fãs das séries de TV e filmes dos anos 90 e 2000. É possível ver, sem nem precisar fazer esforço ou ser expert no assunto, o empenho colocado por toda a produção para tornar os Power Rangers realmente heróis dignos de sua fama. Sem faíscas no lugar de sangue, explosões super exageradas ou monstros malfeitos, o filme coloca os Rangers no mesmo patamar que os super-heróis de quadrinhos. 

Apostando na diversidade, a nova versão tem cinco heróis de cinco etnias diferentes. Parafraseando Alpha 5, “cinco cores de Rangers para cinco cores de pessoas”. Temos uma latina, um negro, um asiático, um australiano e uma africano-britânica. Cada um possui sua própria história, sem precisar ser apagado para dar lugar ao outro no holofote. 

Sem deixar a questão da representatividade, vocês já devem ter visto que nossa querida Ranger Amarela é uma personagem LGBT. A cena onde é revelada a orientação sexual de Trini (Becky G) mostra a naturalidade que o assunto merece ao mesmo tempo em que descreve a dificuldade da personagem de ser ela mesma com sua família. Trini vem de uma família conservadora, com quem ela sente que não pode conversar. Apesar de ser um assunto breve no filme, é muito importante por ser o momento de conexão entre os Rangers, um momento que os deixa um passo mais perto de morfar.


Os vilões de Power Rangers sempre foram um dos pontos principais das histórias e Rita Repulsa, somente a mais icônica de todos eles, é quem nos dá o ar da graça novamente. Revisitada e remasterizada por Elizabeth Banks, a personagem tem um passado um pouco diferente. Nessa nova versão, descobrimos logo nos primeiros minutos que Repulsa fazia parte da equipe Zordon (Bryan Cranston) como o Ranger Verde e que se virou contra seus companheiros pela ganância de dominar o universo.

Tudo no novo filme é melhorado. Dos uniformes, que agora são armaduras que realmente protegem os Rangers, ao Megazord. Sim, a grande junção dos Zords acontece e é um dos muitos momentos em que o cinema prenderá a respiração.

Como era de se esperar, a produção é repleta de nostalgia. Em diversos momentos senti um familiar arrepio que sempre acompanha a volta da minha infância. Ouvir os nomes, as histórias e a música tema de personagens que me marcaram tanto e saber que eles, finalmente, estão recebendo o filme de Ação/Aventura que merecem, foi algo inexplicável.

Se você é da geração que cresceu assistindo todas as versões possíveis dos Rangers, mantenha os ouvidos atentos para o nome Tommy Oliver. E nada de levantar da cadeira antes das luzes serem acesas. O filme tem uma cena pós-crédito que te faz pedir a data do próximo.

Power Rangers é o primeiros do que se espera ser uma franquia de cinco à sete filmes e estréia dia 23 de Março.


Nenhum comentário:

Postar um comentário