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RESENHA | TRÊS COROAS NEGRAS - KENDARE BLAKE

domingo, 28 de maio de 2017

Sinopse: Três herdeiras da coroa, cada uma com um poder mágico especial. Mirabella é uma elemental, capaz de produzir chamas e tempestades com um estalar de dedos. Katharine é uma envenenadora, com o poder de manipular os venenos mais mortais. E Arsinoe é uma naturalista, que tem a capacidade de fazer florescer a rosa mais vermelha e também controlar o mais feroz dos leões. Mas para coroar-se rainha, não basta ter nascido na família real. Cada irmã deve lutar por esse posto, no que não é apenas um jogo de ganhar ou perder: é uma batalha de vida ou morte. Na noite em que completam dezesseis anos, a batalha começa.


Na misteriosa Ilha Fennbirn três rainhas reinam até seus dezesseis anos, quando começa o Ano da Ascensão e apenas uma dela sobrevive para governar ao lado daquele que vem do continente para tornar-se Rei Consorte. Katharine, Arsinoe e Mirabella são as rainhas dessa geração e precisam se preparar para o ano que irá seguir, onde apenas uma sobreviverá, responsável pela morte das irmãs e escolhida pela Deusa. 

Katharine é uma envenenadora, ou seja, sua dádiva deveria protege-la de venenos. Mas, aos quinze anos, seus dons ainda não se manifestaram, assim como Arsinoe, uma naturalista, cujo Familiar, seu companheiro animal, ainda não atendeu seu chamado. As duas vivem a sombra de Mirabella, tida como a elemental mais poderosa das últimas gerações. 

Seguimos então a vida de cada uma dessas rainhas que ainda jovens têm de carregar um fardo tão grande – matar e governar. Mirabella sofre com a pressão que recebe do Templo, uma vez que as Sacerdotisas oferecem apoio inédito a seu reinado, visto que aquelas que seguem a Deusa deveriam se manter imparciais. Enquanto Katharine e Arsinoe são perseguidas por seus próprios apoiadores, que não acreditam que nenhuma das duas será párea para enfrentar Mirabella.

[...] é muito cruel forçar uma rainha a matar aquelas a quem ama. Suas próprias irmãs. E ver que elas surgem à porta como lobos em busca de sua cabeça.

É possível acompanhar, ao longo da leitura, o que se passa em cada localidade que abriga uma das rainhas, que são proibidas de manterem contato. Além do ponto de vista de Katharine, Mirabella e Arsinoe, vemos através dos olhos de outros habitantes, sejam eles de Wolf Spring, Rolanth ou Greavesdrake Manor, onde vivem respectivamente. Isso acaba sendo um verdadeiro trunfo para a autora, pois aproxima o leitor da realidade das rainhas.


Kendare Blake cria uma atmosfera muito interessante para o primeiro livro de sua série, estabelecendo muito bem o ambiente e a relação das pessoas com o mesmo, além de um sistema monárquico matriarcal que tem como objetivo exaltar a força de suas protagonistas. Infelizmente, alguns elementos deixam a desejar, como o porquê dos habitantes que compartilham a dádiva da rainha tornarem-se mais fortes quando ela alcançar o poder. 

Outro ponto negativo é o ritmo dos acontecimentos. Mesmo tendo uma boa base de conflitos políticos e familiares, "Três Coroas Negras"só engata de verdade quando narra o Beltane, o festival que marca o início do ano no qual duas rainhas deverão ser mortas e uma coroada. Porém, Kendare Blake guarda o melhor para o final, recheado de reviravoltas chocantes, e encerra com chave de ouro, deixando um gostinho de quero mais e aumentando a ansiedade para a continuação da trama, “One Dark Throne”. 



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