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REVIEW | MULHER-MARAVILHA (2017)

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Treinada desde cedo para ser uma guerreira imbatível, Diana Prince (Gal Gadot) nunca saiu da paradisíaca ilha em que é reconhecida como princesa das Amazonas. Quando o piloto Steve Trevor (Chris Pine) se acidenta e cai numa praia do local, ela descobre que uma guerra sem precedentes está se espalhando pelo mundo e decide deixar seu lar certa de que pode parar o conflito. Lutando para acabar com todas as lutas, Diana percebe o alcance de seus poderes e sua verdadeira missão na Terra.

Mulher-Maravilha é o quarto filme a integrar o Universo Estendido DC e, como é de se esperar, conta como uma das heroínas mais famosas já criadas se tornou o que é. Apesar de não ser a primeira aparição da Amazona nas telonas - já que ela claramente salva a “bunda” dos futuros companheiros de Liga em Batman VS Superman -, é a primeira vez que vemos Gal Gadot provando todo seu potencial em um longa solo. Entretanto, não é somente a real maravilha da atriz que vende o filme. 

Em uma de suas primeiras cenas, conhecemos Diana ainda criança, pré-treinamento. Com uma incrível doçura infantil, vemos a pequena Amazona imitar os movimentos das que treinam a sua frente e quando a câmera foca nesse treinamento, temos o que parece ser uma das cenas de aberturas mais incríveis já feita. Se alguma vez vocês já tiveram a curiosidade de ver o treinamento das Amazonas, é aqui que todas as suas duvidas serão tiradas. Sob os olhos de Antiope (Robin Wright), as guerreiras fazem as lutas parecerem algo corriqueiro, tão fácil que se faz de olhos fechados. Gostaria de usar esse parágrafo também para chamar atenção para atuação de Wright, que em poucos minutos de filme se tornou marcante. 


O filme é repleto de cenas que, como essa primeira, trazem aquele familiar arrepio na espinha. O primeiro contato de Diana com os Homens é um deles. É brutal, comovente e belamente executado. Com cenas em câmera lenta que só aumentam o teor emocional e uma trilha sonora que se intensifica quando necessário e volta a suavizar quando o momento pede, é fácil ficar com os olhos tão marejados quanto os da protagonista. 

Ainda falando sobre a distribuição de cenas, os momentos cômicos do longa, apesar de poucos como sabemos que acontece na DC, são muito bem pontuados e colocados em etapas extremamente bem determinados. Nenhuma piada surgiu do nada, nenhuma risada foi dada sem intenção. O equilíbrio foi muito bom e o tom se estendeu durante o filme todo. 

Um outro ponto muito positivo do filme é a fotografia. Não teve uma cena em que eu me peguei pensando que poderia ter sido melhor fotografada e isso, junto com trilha sonora, é uma das coisas mais prazerosas em um filme. Essa é uma ótima hora para citar que assisti o filme em 3D e dar os devidos créditos a esse recurso. Por usar óculos, não tenho costume ver filmes em 3D por não conseguir aproveitá-los como deveria. Fico feliz de ter saído do cinema sabendo que não havia sido o caso com Mulher-Maravilha. Além de ter sido extremamente bem executado, não senti dificuldade alguma na hora de ler a legenda. 

Saindo um pouco da tecnicalidade e indo pros personagens, os roteiristas e a Gal Gadot conseguiram de uma forma muito natural englobar duas das características mais divergentes da Mulher-Maravilha: sua inocência e sua soberania. Quando Diana sai da Ilha de Temiscira, ela ainda possui muito de sua ingenuidade infantil por não ter sido criada como uma Amazona normal, mas ainda sim possui todo o poder e força da Deusa que é. O filme balanceia isso em todos os momentos, em cada olhar, em cada fala da personagem, não deixando a essência da heroína se perder. 

Infelizmente, algumas coisas ainda deixaram a desejar. Bem pro final do filme, as cenas em câmera lenta começaram a ficar exageradas e desnecessárias e quase dando a impressão de que estavam tentando preencher tempo de filme na batalha final. Em uma luta de excelente qualidade, talvez com menos interrupções para slowmotion o aproveitamento fosse ainda melhor do que já foi. 

Numa visão geral, não surpreende pensar que esse é o filme da DC que dei a maior nota. Em uma sala de cinema cheia de veículos, lotada de pessoas que entendiam e eram apaixonadas pelo tema, não consegui avistar uma fazendo reclamações grandiosas. Na verdade, aconteceu o contrário, ao subirem os créditos, em uma decisão unânime, as palmas e os gritos de animação que até aqui eram inéditos em filmes da DC fizeram sua presença. Acho seguro afirmar que depois dessa experiência, aguardo ansiosamente as próximas aventuras da Mulher-Maravilha.


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