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REVIEW | TUDO E TODAS AS COISAS

quarta-feira, 14 de junho de 2017
Maddie (Amandla Stenberg) está prestes a fazer 18 anos, mas ela nunca saiu de casa. Desde a infância, a jovem foi diagnosticada com Síndrome da Imunodeficiência Combinada, de modo que seu corpo não seria capaz de combater os vírus e bactérias presentes no mundo exterior. Ela é cuidada com carinho pela mãe, uma médica que constrói uma casa especialmente para as necessidades da filha. Um dia, uma nova família se muda para a casa ao lado, incluindo Olly (Nick Robinson), que se sente imediatamente atraído pela garota através da janela. Maddie também se apaixona pelo rapaz, mas como eles poderiam viver um romance sem se tocar?

Assim como o livro, Tudo e Todas as Coisas conta a história de Maddie de uma forma extremamente adorável e leve. O filme começa com uma explicação dinâmica, já conhecida para os leitores, da doença que a personagem principal carrega. Essa breve “aula” é muito importante para entendermos como Madeline vive e quais são suas limitações.


Quando li essa história, há quase um ano, comentei sobre como a escrita fluente fez com que até eu me apaixonasse pelo relacionamento, mesmo sendo cheio de clichês. O filme não fica muito atrás. Aos poucos você se pega esperando que a história desses dois adolescentes dê certo e que alguma reviravolta aconteça e, mesmo já sabendo pra qual caminho a narrativa está indo, cada coisa que dá errada é uma pequena parada do coração.

Algo que eles trouxeram pro filme que eu achei muito interessante, e que não era como as cenas aconteciam no livro, foram as conversas por mensagem entre Maddie e Olly. No filme, souberam fazer uso da imaginação de Madeline e ajudar a deixar essas cenas mais divertidas para o público, porque ao invés de somente colocarem as mensagens na tela durante minutos de cena, eles “transportam” os personagens para dentro das maquetes de Maddie e os deixam ter sua conversa.

Os cenários e a fotografia do filme foram o que mais me encantaram. Por muito do filme se passar dentro da casa de Maddie, pensei que não fosse ter muito que falar sobre essa parte, mas foi feito um ótimo trabalho de levar natureza pra esse ambiente e percebe-se o cuidado que tiveram a seguir a descrição do livro. Tudo teve um tom muito leve e bem colorido e cada cena parece ser mais bonita do que a anterior.

A escolha do elenco foi o que me deixou mais animada desde que foi anunciada a adaptação. Amandla Stenberg, além de ser uma atriz maravilhosa, era a minha Madeline perfeita e não decepcionou em momento algum. Nick Robinson, apesar de não ter sido o ator que imaginem ao ler o livro, fez total sentido como Olly e conseguiu transpassar todas as emoções do personagem.

É muito difícil encontrar uma adaptação que seja tão boa ou melhor que o livro, mas Tudo e Todas as Coisas chega bem perto. É um ótimo filme pra se curtir com o namorado ou com o grupo de amigos tenha lido o romance ou não.


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