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RESENHA | CARRY ON - RAINBOW ROWELL

segunda-feira, 31 de julho de 2017

SINOPSE

Simon Snow é um bruxo que estuda numa escola de magia na Inglaterra. Profecias dizem que ele é o Escolhido. Você pode até estar pensando que já conhece uma história parecida. O que você não sabe é que Simon Snow é o pior Escolhido que alguém já escolheu. Poderosíssimo, mas desastroso a ponto de não conseguir controlar sequer sua própria varinha, Simon está tendo um ano difícil na Escola de Magia de Watford. Seu mentor o evita, sua namorada termina com ele e uma entidade sinistra ronda por aí usando seu rosto. Para piorar, seu antagonista e colega de quarto, Baz, está desaparecido, provavelmente maquinando algum plano insano a fim de derrotá-lo. Carry On é uma história de fantasma, de amor e de mistério. Tem todos os beijos e diálogos que se pode esperar de uma história de Rainbow Rowell, mas com muito, muito mais monstros.

RESENHA


Escrever um livro de fantasia com elementos completamente originais não é uma tarefa fácil, visto que o universo literário está repleto de histórias que parecem cópias umas das outras e o que as difere é, na verdade, a capacidade de escrita do autor e o quanto sua abordagem será criativa e inovadora. Em "Carry On" vemos Rainbow Rowell, famosa por seus livros contemporâneos, se aventurar no fantástico mundo de Simon Snow e, para tal, utilizar um pouco da magia que já conhecemos em "Harry Potter", de JK Rowling.

Simon Snow surgiu no universo literário há alguns anos, quando a autora escreveu vislumbres de sua vida mágica para complementar a história de Cath Avery, uma jovem que precisa balancear sua vida universitária com sua paixão por fanfics em "Fangirl". Naquela época, Simon é um personagem que se esgueira sorrateiramente nas páginas de um romance contemporâneo, afim de complementá-las. Agora, ele é o protagonista de sua própria aventura, com direito a início, meio e fim.

Bem quando você acha que está tendo uma cena sem o Simon, ele surge para te lembrar que todo mundo é só um personagem coadjuvante na catástrofe dele. 

Infelizmente, por se tratar de um livro só, Rainbow Rowell não consegue construir um universo palpável. "Carry On" é um livro de fantasia e esse tipo de literatura costuma demandar tempo e pesquisa para que a construção do universo seja rica e detalhada, afim de fazer com que o leitor acredite naquilo que está lendo. Acredito que a autora tenha feito, de fato, uma quantidade de pesquisa, porém, tudo o que foi pesquisado não poderia ser inserido num livro que propõe "finalizar" a saga de Simon Snow. 

Em diversos momentos ao longo da leitura somos transportados a flashbacks que têm o dever de "explicar" certas atitudes atuais dos personagens. Todavia, não seria muito mais interessante ver tais acontecimentos em tempo real? É fato inegável que o primeiro livro de uma série que conta com um mundo fantástico como cenário é aquele que irá construir o universo e apresentar os personagens e suas motivações, certo? Em "Carry On" não isso não foi possível pois a autora precisava fazer muitas coisas que simplesmente não cabiam em suas quase quinhentas páginas. 

Em suma, "Carry On" não é um livro ruim. Longe disso. Rainbow Rowell escreve muito bem e isso ajuda o leitor a voar pelas páginas, mas uma leitura rápida não necessariamente está ligada a uma leitura excelente. Falta espaço para construir os personagens, visto que não me importei com nenhum deles ao longo da trama. Falta espaço para estabelecer o mundo mágico, visto que não pude observá-lo como algo novo, mas sim como uma cópia de outros mundos mágicos. Simon Snow teria sua história contada de forma muito mais dinâmica se fosse feita uma duologia, separando Ascensão e Queda em arcos diferentes, porém complementares. 


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