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REVIEW | CHICAGO JUSTICE

quinta-feira, 20 de julho de 2017

A equipe de promotores públicos de Chicago precisa achar um equilíbrio entre a opinião pública, os jogos de poder da política local e a sua paixão pelo exercício ético da lei para executar justiça nos casos mais notórios da cidade.


A franquia One Chicago ganhou seu quarto pé da mesa e adicionou a família, a série Chicago Justice, a qual já tinha sido comentada na postagem de Chicago Med (link), que também é um spin-off de Chicago Fire, assim como Chicago P.D (link).

Depois de conhecermos os bombeiros, policiais e médicos de Chicago, os promotores não podiam ser deixados de fora. O produtor executivo Dick Wolf, conhecido por outra franquia de sucesso, Law & Order, apostou em mais uma série sobre à cidade e teve uma preocupação em ambientar alguns personagens das demais séries nesta produção.

Em sua primeira temporada, Justice trouxe personagens sólidos, mas também um tanto instáveis. Um personagem que se destacou foi Antonio Dawson, interpretado por Jon Seda, que migrou de P.D. para Justice, deixou de ser um dos detetives da Inteligência do Distrito 21 para tornar-se investigador-chefe da Procuradoria do Ministério Público Estadual. O motivo disso deve-se ao conhecimento que já temos do personagem, que lhe deu essa vantagem de ser o destaque da série mesmo quando ele não aparecia muito no episódio.

Uma das personagens que começa tímida mas ganha forma conforme o avanço da história é Anna Valdez (Monica Barbaro), a assistente de Stone. Prova disso é o quarto episódio, Judge Not (Não julgue), que apresenta uma parte da vida pessoal dela e mostra o potencial que a personagem poderia construir. Além dos personagens já citados, temos o advogado-chefe Mark Jefferies (Carl Weatherscomo) e Laura Nagel (Joelle Carter), investigadora e parceira de trabalho de Antonio.

O procurador-assistente de estado, Peter Stone (Philip Winchester) é o personagem principal, que se encarrega de representar o povo nos 13 casos apresentados no decorrer da temporada. A série tenta dar mais espaço para conheceremos o passado do protagonista, porém é feito de uma forma sutil, que parece até ter sido feito de propósito, esperando uma próxima temporada que – tristemente – não virá.


As outras séries da franquia foram renovadas e Justice cancelada, e não é difícil perceber os motivos do cancelamento. Fire, PD e Med já tem uma conexão com o público, e para Justice construir isso após cinco anos de séries, é um desafio. Outro “problema” é o entrosamento entre os atores, que parece ser muito robótico e a famosa química não chegou a acontecer. Acho que o verdadeiro erro foi não ter encontrado espaço suficiente para uma história central e isolar os casos, mesmo tendo o primeiro episódio como crossover. Além do encerramento da série, que pecou em não nos dar aquele season finale que já é costumeiro nas séries de Dick Wolf.

Chicago Justice pecou em vários pontos, mas vale a pena perder algumas horinhas para assistir a série, caso você já assista as outras séries da franquia One Chicago. E nem somente de defeitos vive a série. Sua fotografia, o texto e a maioria dos casos chega a nos prender no enredo e ficar com vontade de ver mais, só que infelizmente não teremos essa oportunidade. 


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